- Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin se reuniram com banqueiros para discutir as sanções da Lei Magnitsky, impostas pelo governo dos Estados Unidos.
- O encontro teve a participação de representantes de bancos como BTG, Itaú e Santander, além do presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
- Os banqueiros informaram que as sanções afetam transações em dólar, mas não bloqueiam o uso do sistema financeiro pelos alvos.
- Os ministros expressaram preocupação com a possibilidade de novas sanções e a duração da pressão externa.
- Após a reunião, um subsecretário do governo americano reiterou que Moraes é visto como responsável pela censura a Jair Bolsonaro.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin se reuniram com banqueiros para discutir as sanções da Lei Magnitsky, impostas pelo governo de Donald Trump ao Brasil. O encontro, que ocorreu em um clima de cordialidade, mas com tensão, teve como objetivo entender as implicações dessas sanções e as possíveis reações do governo americano.
Entre os participantes estavam André Esteves, do BTG, José Vita, do Itaú, e Alessandro Tomao, do Santander, além do presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Os banqueiros explicaram que, atualmente, as sanções afetam transações em dólar, mas não impedem os alvos de utilizarem o sistema financeiro. No entanto, a situação pode mudar, e a esposa de Moraes, Viviane Barci, pode ser atingida pela Magnitsky.
Os ministros expressaram preocupação com a escalada das sanções e o tempo que essa ofensiva pode durar. Após a reunião, o subsecretário do governo americano, Darren Beattie, reiterou que Moraes é visto como um dos principais responsáveis pela censura a Jair Bolsonaro. Além disso, Christopher Landau, do Departamento de Estado, afirmou que um juiz do STF usurpou poderes no Brasil, embora não tenha mencionado Moraes diretamente.
Essa movimentação evidencia a inquietação do STF diante da pressão externa e as repercussões que isso pode ter na política brasileira. Em um segundo encontro, Moraes e Maia se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir um acordo que possa mitigar a crise provocada pela prisão de Bolsonaro e a situação do senador Marcos do Val. A situação permanece tensa, e os desdobramentos das sanções ainda são incertos.
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