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Polícia captura suspeito de assalto ao Banco Central após vinte anos de investigação

Criminoso ligado ao assalto ao Banco Central é preso após meses de monitoramento e enfrenta novas acusações de tráfico internacional de drogas

Fachada da casa usada para o assalto ao Banco Central em Fortaleza, em 2005 (Foto: Vidal Cavalcante/Estadão)
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  • Átila Carlai da Luz, procurado por envolvimento no assalto ao Banco Central em Fortaleza, foi preso no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 2025.
  • Ele é acusado de tráfico internacional de drogas e usava identidade falsa.
  • O assalto, ocorrido em agosto de 2005, resultou no furto de R$ 165 milhões, realizado por uma quadrilha que escavou um túnel até o cofre.
  • A prisão de Átila ocorreu após meses de monitoramento pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados.
  • Mais de 100 pessoas foram presas em conexão com o assalto ao Banco Central.

Átila Carlai da Luz, um dos criminosos mais procurados do Brasil, foi preso na última sexta-feira, 8, no Rio de Janeiro. Ele é acusado de tráfico internacional de drogas e de ter ligação com a quadrilha responsável pelo assalto ao Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005. O crime, que resultou no furto de R$ 165 milhões, envolveu a escavação de um túnel até o cofre da instituição.

A prisão de Átila ocorreu após meses de monitoramento pelo Setor de Inteligência da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados. Ele foi encontrado em um apartamento de alto padrão no Jardim Paulista, em São Paulo, utilizando uma identidade falsa. As investigações revelaram que o criminoso tinha vínculos com facções que atuam no tráfico de drogas, além de estar envolvido em fraudes bancárias e roubos de cargas.

A quadrilha que assaltou o Banco Central alugou uma casa vizinha ao órgão e escavou um túnel por três meses. Durante a ação, o grupo retirou cerca de três toneladas e meia de papel-moeda. O furto só foi descoberto mais de 48 horas depois, quando funcionários notaram irregularidades no cofre.

Átila Carlai da Luz já havia sido condenado por fraudes em caixas eletrônicos e acumula passagens por tráfico internacional de drogas. Ele é acusado de integrar uma rede criminosa que utilizava o Aeroporto Internacional de Guarulhos para enviar cocaína para a Europa. As investigações continuam, e mais de 100 pessoas foram presas em conexão com o assalto ao Banco Central.

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