- O número dois da dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Zarco Aldinever, foi assassinado por membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Venezuela.
- O ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, confirmou o assassinato, que ocorreu próximo à fronteira com a Colômbia.
- Aldinever, também conhecido como José Manuel Sierra, é suspeito de envolvimento no atentado que resultou na morte do pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe.
- Uribe faleceu após complicações de um ataque a tiros durante um ato de campanha em Bogotá, onde ficou internado por dois meses.
- A morte de Aldinever pode impactar as negociações de paz entre o governo colombiano e a Segunda Marquetália, que estão suspensas.
O número dois da dissidência das FARC, Segunda Marquetália, Zarco Aldinever, foi assassinado por membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Venezuela. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, nesta segunda-feira, 11 de setembro. Aldinever é suspeito de estar envolvido no atentado que resultou na morte do pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe.
Aldinever, cujo nome verdadeiro era José Manuel Sierra, foi morto em um contexto de rivalidade entre cartéis de narcotráfico. Segundo Sánchez, o assassinato ocorreu próximo à fronteira com a Colômbia e está ligado a um roubo de cocaína. “Os motivos foram os mesmos de qualquer cartel: uma briga por tráfico de drogas”, afirmou o ministro. A inteligência militar local aponta que a Segunda Marquetália é uma das principais suspeitas no atentado contra Uribe, ocorrido em junho.
Uribe, de 39 anos, faleceu após complicações decorrentes de um ataque a tiros durante um ato de campanha em Bogotá. Ele ficou internado por dois meses e passou por várias cirurgias. Seis pessoas foram presas em conexão com o ataque, incluindo um adolescente de 15 anos que disparou contra o senador. O ministro destacou a conexão entre os autores do crime e a Segunda Marquetália.
Contexto do Conflito
A Segunda Marquetália, que voltou a se armar após o acordo de paz de 2016, conta com cerca de 2.000 combatentes e é um dos principais grupos envolvidos no narcotráfico nas regiões de Meta, Cundinamarca e Boyacá. O governo do presidente Gustavo Petro havia iniciado diálogos de paz com a dissidência, mas as negociações estão suspensas devido à falta de progresso. A morte de Uribe reabre feridas em um país que ainda lida com a violência política.
A eliminação de Aldinever pode impactar as negociações de paz que o governo de Petro iniciou com a Segunda Marquetália em 2024. A situação política na Colômbia continua tensa, com o país enfrentando um histórico de violência e desafios na busca por estabilidade e paz.
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