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Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é presa por corrupção em nova investigação

Kim Keon Hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, é presa por corrupção enquanto seu marido enfrenta acusações graves de insurreição

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente destituído Yoon Suk Yeol, chega ao gabinete do promotor especial em Seul (Foto: Anthony Wallace - 12.ago.25/AFP)
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  • Kim Keon Hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, foi presa em 12 de setembro de 2025, tornando-se a primeira mulher nessa posição a ser detida no país.
  • As acusações incluem fraude, suborno e tráfico de influência, enquanto Kim nega as alegações.
  • O mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal Distrital Central de Seul, que citou risco de destruição de provas.
  • Kim é acusada de manipular o mercado de ações da Deutsch Motors, resultando em ganhos ilícitos de 800 milhões de wons (cerca de R$ 577 mil) entre 2009 e 2012.
  • Seu marido, Yoon Suk Yeol, ex-presidente, também enfrenta acusações graves e aguarda julgamento por insurreição.

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, foi presa em 12 de setembro de 2025, tornando-se a primeira mulher nessa posição a ser detida no país. As acusações contra ela incluem fraude, suborno e tráfico de influência. Kim nega as alegações, que surgem em meio a uma investigação mais ampla sobre corrupção que envolve seu marido, o ex-presidente Yoon Suk Yeol, atualmente preso por insurreição.

O mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal Distrital Central de Seul, que atendeu ao pedido da promotoria, citando o risco de destruição de provas. Kim é acusada de manipular o mercado de ações da Deutsch Motors, resultando em ganhos ilícitos de 800 milhões de wons (cerca de R$ 577 mil) entre 2009 e 2012. Além disso, ela teria recebido presentes de luxo, como um colar de diamantes e bolsas da Chanel, em troca de favores políticos.

Detalhes das Acusações

As investigações revelam que Kim utilizou um pingente de luxo da marca Van Cleef, avaliado em mais de 60 milhões de wons (aproximadamente R$ 234 mil), durante uma cúpula da Otan em 2022. Este item não foi declarado nas prestações de contas financeiras do casal, conforme exigido pela legislação sul-coreana. A promotoria sustenta que a joia foi fornecida por uma construtora local para que Kim a usasse no evento.

Os advogados de Kim já se manifestaram, classificando as acusações como “especulação infundada”. A ex-primeira-dama também é investigada por interferência em nomeações políticas e por alterar projetos de infraestrutura para beneficiar sua família. O clima político na Coreia do Sul está tenso, com a oposição exigindo investigações mais rigorosas.

Contexto Político

A prisão de Kim ocorre em um momento crítico, já que seu marido, Yoon Suk Yeol, enfrenta acusações graves, incluindo insurreição e abuso de poder. Ele foi destituído do cargo em abril de 2025 após uma tentativa fracassada de impor a lei marcial. A situação atual reflete uma crise de governança, com implicações significativas para a política sul-coreana.

Ambos os casos estão sendo acompanhados de perto pela sociedade, que clama por maior transparência e responsabilidade entre os líderes do país. A expectativa é que novas revelações surjam à medida que as investigações avançam, impactando ainda mais a imagem pública das figuras envolvidas.

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