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Líder do PL afirma que anistia será adiada após reunião com Motta

PL prioriza votação do fim do foro privilegiado e adia discussão sobre anistia após mediação de Jair Bolsonaro na Câmara

Líder do PL, Sostenes Cavalcante (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
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  • O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sostenes Cavalcante, anunciou que as tensões com o presidente da Câmara, Hugo Motta, foram resolvidas após reunião na manhã desta terça-feira.
  • A proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro foi adiada, priorizando a votação do fim do foro privilegiado.
  • Sostenes destacou a importância de acalmar os ânimos após um movimento de obstrução do PL que havia gerado conflitos.
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro atuou nos bastidores, aconselhando os deputados a manterem a paciência e a evitarem novos conflitos.
  • O líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Lindbergh Farias, criticou a proposta de fim do foro privilegiado, considerando-a uma “imoralidade”.

O líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcante, anunciou que as tensões com o presidente da Casa, Hugo Motta, foram resolvidas após uma reunião na manhã desta terça-feira. O entendimento é que a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro não será discutida nesta semana, priorizando a votação do fim do foro privilegiado.

Sostenes destacou que o foco da reunião foi acalmar os ânimos após um movimento de obstrução liderado pelo PL, que havia tensionado a relação da oposição com Motta. “Está tudo superado. O acordo foi pautar o fim do foro, aprovar nas duas Casas e, depois, pautar a anistia”, afirmou o líder do PL, ressaltando a necessidade de aliviar a pressão sobre os parlamentares.

Nos bastidores, aliados mencionam que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve um papel ativo na mediação, orientando os deputados a manterem a paciência e a evitarem novos conflitos com Motta. Bolsonaro enfatizou a importância de dar a Motta “a sensação de autonomia” para que a pauta da anistia avance no momento adequado.

Reações da Oposição

Enquanto isso, o líder do PT, Lindbergh Farias, criticou a proposta de fim do foro privilegiado, chamando-a de “imoralidade”. Ele argumentou que a mudança exigiria autorização do Parlamento para abrir inquéritos criminais, o que, segundo ele, não é aceitável. “Deputado tem importância, mas não é Deus não”, declarou Farias, expressando sua preocupação com a proposta em discussão.

A relação entre o PL e Motta parece ter se estabilizado, mas a oposição continua a pressionar. A votação do fim do foro privilegiado, que garante a deputados e senadores julgamento apenas por tribunais superiores, é defendida por alguns como uma forma de reduzir a influência do STF no Legislativo. Contudo, críticos veem essa medida como um retrocesso no combate à corrupção.

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