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Marido busca esposa detida em protesto durante jornada por prisões na Venezuela

Ativista enfrenta acusações graves e marido busca apoio internacional após quatro dias sem notícias sobre sua detenção na Venezuela

A advogada e ativista Martha Lía Grajales, que foi presa pelo regime no começo de agosto (Foto: Reprodução)
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  • Martha Lía Grajales, ativista e advogada, foi detida na Venezuela após participar de uma manifestação em apoio a mães de prisioneiros políticos.
  • A prisão ocorreu em Chacao, durante um ato em frente ao prédio da Organização das Nações Unidas (ONU) no dia oito de agosto.
  • Ela enfrenta acusações de incitação ao ódio e conspiração, em um contexto de repressão após eleições contestadas.
  • O marido de Martha, Antonio González, passou quatro dias buscando informações sobre o paradeiro dela, até ser informado que estava na Direção de Investigação Penal de Maripérez, em Caracas.
  • González pediu apoio internacional, destacando o trabalho de Martha em defesa dos direitos humanos e a gravidade das acusações contra ela.

Martha Lía Grajales, ativista e advogada, foi detida na Venezuela após participar de uma manifestação em apoio a mães de prisioneiros políticos. A prisão ocorreu na última sexta-feira (8), em Chacao, durante um ato em frente ao prédio da ONU. Ela enfrenta acusações de incitação ao ódio e conspiração, em um contexto de repressão crescente no país após eleições contestadas.

Antonio González, marido de Martha, passou quatro dias em busca de informações sobre o paradeiro dela. Ele visitou diversos centros de detenção sem sucesso. “Fui a todos os centros de detenção que pude, e nenhum deles me deu informações”, relatou. Somente na noite de segunda-feira (11), ele foi informado que sua esposa estava na Direção de Investigação Penal de Maripérez, em Caracas.

A detenção de Martha ocorreu após uma manifestação convocada em solidariedade às Mães em Defesa da Verdade, um grupo que luta pela liberdade de filhos presos após as eleições de julho de 2022, que reelegeram Nicolás Maduro. Desde então, o país tem sido palco de protestos, resultando em 28 mortes e mais de 2.400 prisões. Apesar da repressão, a ativista continuou seu trabalho em defesa dos direitos humanos, atuando no coletivo SurGentes.

González pediu apoio internacional, especialmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que se pronuncie sobre a situação de sua esposa. Ele destacou que Martha, que vive na Venezuela há mais de dez anos, sempre esteve ao lado de comunidades vulneráveis. “As acusações contra ela são hilárias se não fossem tão dramáticas”, afirmou.

A situação de Martha é emblemática da repressão que se intensificou na Venezuela, atingindo não apenas opositores, mas também setores que antes apoiavam o governo. A detenção dela e as circunstâncias que a cercam refletem a crescente tensão política e social no país.

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