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Morte de bebê na Gâmbia impulsiona discussão sobre mutilação genital feminina

Protestos exigem justiça após morte de bebê em Gâmbia, levantando questões sobre a aplicação da lei contra mutilação genital feminina

Yassin Fatty, que pratica a mutilação genital feminina, com as ferramentas que usa para o procedimento, em Wassu, na Gâmbia - 13.nov.24 (Foto: Kiana Hayeri/The New York Times)
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  • A morte de uma bebê após suposta mutilação genital feminina em Gâmbia gerou protestos por justiça.
  • O incidente ocorreu em Wellingara, onde a criança foi levada ao hospital em estado crítico e não sobreviveu.
  • A Polícia local confirmou que a causa da morte foi hemorragia grave decorrente do procedimento.
  • Duas suspeitas foram presas e uma investigação está em andamento.
  • A mutilação genital feminina é uma prática cultural ilegal desde 2015, mas ainda prevalece no país, com 73% das mulheres e meninas entre 15 e 49 anos já tendo sido submetidas a essa prática.

A morte de uma bebê após suposta mutilação genital feminina em Gâmbia gerou forte indignação e protestos por justiça. O incidente ocorreu em Wellingara, onde a criança foi levada a um hospital em estado crítico, mas não sobreviveu. A Polícia local confirmou que a bebê foi declarada morta devido a uma hemorragia grave resultante do procedimento.

Ativistas e defensores dos direitos das mulheres exigem justiça, destacando que a mutilação genital feminina é uma prática cultural profundamente enraizada no país, apesar de ser ilegal desde 2015. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que 73% das mulheres e meninas entre 15 e 49 anos em Gâmbia já foram submetidas a essa prática. A legislação que proíbe a mutilação genital feminina prevê penas de até três anos de prisão, mas raramente são aplicadas.

Duas suspeitas foram presas em conexão com o caso, enquanto uma investigação continua em andamento. A advogada de direitos humanos Santana Simiyu, do grupo Equality Now, afirmou que a mutilação genital feminina é uma forma de violência de gênero que pode resultar em morte. A prática, embora proibida, ainda é contestada por tradicionalistas religiosos, e a legislação de 2015 está sendo revisada pelo Supremo Tribunal do país.

A pressão por mudanças e a aplicação efetiva da lei são essenciais para proteger os direitos das mulheres e meninas em Gâmbia. O caso da bebê traz à tona a necessidade urgente de abordar essa questão cultural que afeta a saúde e a vida de tantas mulheres.

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