- A onda de ataques a ônibus em São Paulo, iniciada em junho, já registrou quase mil casos de vandalismo, resultando em feridos e investigações em andamento.
- A polícia prendeu 22 suspeitos, entre eles Edson Campolongo, que alegou motivação política para os atos.
- Dados da São Paulo Transporte (SPTrans) indicam 626 ataques na capital, enquanto a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) contabiliza 341 na Grande São Paulo.
- O prefeito Ricardo Nunes criticou a lentidão das investigações, que estão sob a responsabilidade do Departamento de Investigação Criminal (Deic).
- As motivações dos ataques ainda são incertas, com a participação do crime organizado sendo descartada. A Polícia Militar aumentou a presença de agentes em coletivos.
A onda de ataques a ônibus em São Paulo, que começou em junho, já contabiliza quase mil registros de vandalismo, resultando em feridos e investigações em andamento. A polícia prendeu 22 suspeitos, incluindo Edson Campolongo, que alegou motivação política para os atos.
Dados da SPTrans indicam 626 ataques na capital desde 12 de junho, enquanto a Artesp registra 341 casos na Grande São Paulo. As investigações estão sob a responsabilidade do Deic, com apoio de unidades regionais e da Divisão de Crimes Cibernéticos. A SSP não atualizou o status das apurações, gerando críticas do prefeito Ricardo Nunes, que destacou a lentidão das investigações.
Motivações e Investigações
As motivações dos ataques permanecem incertas, com linhas de investigação que incluem disputas entre empresas e desafios de internet. A participação do crime organizado foi descartada. Em resposta à crescente preocupação, a Polícia Militar intensificou a presença de agentes em coletivos e a prefeitura anunciou a circulação de 200 guardas-civis em ônibus.
Em julho, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que a população não precisava temer, destacando uma “megaoperação” em andamento. Apesar das prisões, uma autoridade envolvida nas investigações afirmou que os detidos não apresentavam motivações claras, reforçando a hipótese de efeito manada.
Prisões e Críticas
Entre os detidos, Edson Campolongo, de 68 anos, é acusado de 17 ataques e fez postagens críticas ao governo atual em suas redes sociais. Seu irmão, Sérgio Campolongo, também se entregou à polícia. A pressão por respostas aumentou, especialmente após o registro de 59 ataques em um único dia.
Com o ritmo de ataques diminuindo, a SSP não informou se houve mudanças nas linhas de investigação. A situação continua a ser monitorada, enquanto a população aguarda esclarecimentos sobre as motivações e os responsáveis pelos atos de vandalismo.
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