- Saul Klein, herdeiro da Casas Bahia, teve seu processo arquivado pela promotora de Justiça Karla Bugarin.
- Ele questionava a autenticidade das assinaturas de seu pai, Samuel Klein, em contratos e no testamento.
- A perícia confirmou que as assinaturas eram autênticas, levando à exclusão de Michael Klein, irmão de Saul, do processo.
- Os filhos de Michael poderão ser responsabilizados por possíveis ilegalidades.
- Saul já havia denunciado Michael por falsificação após a morte de Samuel em 2014, mas um inquérito anterior foi arquivado.
Saul Klein, herdeiro da Casas Bahia, enfrentou um revés em sua disputa judicial pela herança do pai, Samuel Klein. A promotora de Justiça Karla Bugarin decidiu arquivar o processo em que Saul questionava a autenticidade das assinaturas do patriarca em contratos e no testamento, datado de 13 de agosto de 2013. Saul alegava que seu irmão, Michael Klein, havia falsificado as assinaturas para aumentar sua parte na herança, que ele estimava em R$ 3 bilhões, em vez dos R$ 500 milhões que lhe foram atribuídos.
A decisão da promotora foi baseada em uma perícia que analisou mais de 60 assinaturas de Samuel Klein, realizadas entre 1968 e 2014. O laudo técnico concluiu que as assinaturas contestadas eram autênticas, apresentando “expressivas convergências gráficas” que indicavam que provinham do mesmo punho. Michael, que atuava como inventariante, foi excluído do processo, mas seus filhos poderão ser responsabilizados por eventuais ilegalidades.
A acusação de Saul não é nova; ele já havia denunciado Michael por falsificação após a morte de Samuel em 2014. Contudo, o Tribunal de Justiça de São Paulo havia determinado o arquivamento do inquérito policial anterior. O advogado de Saul, Enzo Gorenztvaig, afirmou que o processo está em sigilo e que tomará as medidas cabíveis, enquanto os advogados de Michael optaram por não comentar a situação.
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