Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Teju Cole explora o poder da visão e da voz em ‘Papel negro’

Teju Cole lança **Papel negro**, ensaios que conectam arte, negritude e política contemporânea, refletindo sobre exílio e identidade na Itália.

A decapitação de São João Batista (1608), de Caravaggio, na Concatedral de São João, La Valeta (Malta). Teju Cole faz um paralelismo em um dos ensaios de 'Papel negro' entre a vida do pintor e a situação dos imigrantes na Itália contemporânea. (Foto: WIKIMEDIA)
0:00
Carregando...
0:00
  • Teju Cole lança a coleção de ensaios “Papel negro”, que aborda arte, negritude e questões contemporâneas.
  • A obra reflete sua experiência em Nápoles e discute temas como exílio e política atual, especialmente no contexto da presidência de Donald Trump.
  • Os ensaios incluem análises de figuras como o fotógrafo sul-africano Santu Mokofeng e a artista Lorna Simpson.
  • Em “Basado en Caravaggio”, Cole relaciona a vida do pintor com o tráfico de pessoas no Mediterrâneo.
  • A obra propõe uma reflexão sobre a complexidade da negritude e a necessidade de reconhecer o outro, alinhando-se às ideias de Edward Said.

Teju Cole, renomado autor e fotógrafo, retorna com Papel negro, uma coleção de ensaios que explora a arte, a negritude e questões contemporâneas. A obra reflete sua experiência em Nápoles, abordando temas como exílio e política atual, em um contexto marcado pela presidência de Donald Trump.

Os ensaios de Cole, que incluem textos dedicados a figuras como o fotógrafo sul-africano Santu Mokofeng e a artista Lorna Simpson, revelam sua habilidade em entrelaçar narrativa e análise. Em Basado en Caravaggio, o autor viaja por Nápoles, Sicília e Malta, onde observa pinturas e, ao mesmo tempo, reflete sobre o tráfico de pessoas no Mediterrâneo. Ele destaca a conexão entre a vida de Caravaggio, que enfrentou repetidos exílios, e a realidade contemporânea da Itália.

Cole enfatiza a importância de usar os sentidos para responder às experiências vividas, buscando uma compreensão mais profunda de si mesmo e das relações com os outros. Em seus textos, ele questiona a associação da negritude com a escuridão e propõe uma reflexão sobre as “imagens depois da debacle”. A obra defende a necessidade urgente de reconhecer a complexidade do outro, alinhando-se à visão de Edward Said sobre a diferença e a criação de novas harmonias.

Através de Papel negro, Cole reafirma seu compromisso com uma literatura que é tanto intelectual quanto emocional, trazendo o passado ao presente e transformando o pessoal em político. A obra promete ressoar com leitores que buscam uma narrativa rica e instigante, ao mesmo tempo que provoca reflexões sobre a condição humana e as realidades sociais contemporâneas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais