- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou ter discutido a medida provisória de socorro às empresas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Alcolumbre afirmou que ele e outros senadores não conhecem o conteúdo da medida provisória, que visa apoiar exportadores afetados pela sobretaxa de 50% dos Estados Unidos.
- A sobretaxa, em vigor desde 6 de agosto, impacta setores como café e carnes, afetando cerca de 55% das exportações brasileiras.
- A medida provisória prevê linhas de crédito subsidiadas e compras governamentais, com uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para empresas que comprovarem perdas.
- O senador reafirmou que não houve diálogo sobre a medida e que a situação gera preocupação entre os exportadores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a medida provisória (MP) de socorro às empresas impactadas pela sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Desde agosto, essa tarifa afeta setores como café e carnes, atingindo cerca de 55% da pauta exportadora brasileira.
Alcolumbre afirmou que nem ele nem outros senadores conhecem o conteúdo da MP, que prevê uma série de medidas para apoiar os exportadores. Entre as iniciativas estão linhas de crédito subsidiadas e compras governamentais. O senador declarou: “Não houve nenhuma conversa em relação a esta MP que foi editada e o conjunto dos senadores e deputados não conhece o seu teor.”
As medidas foram anunciadas em um evento no Palácio do Planalto, com a presença de Lula, ministros e empresários. A principal ação de socorro é uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para empresas que comprovarem perdas devido à taxação americana, com foco em pequenos e médios negócios. Os juros dessa linha de crédito serão subsidiados.
A sobretaxa, que começou a valer em 6 de agosto, exclui apenas alguns produtos, como suco de laranja e petróleo. A situação gera preocupação entre os exportadores, que buscam alternativas para mitigar os impactos da medida. Alcolumbre, ao ser questionado sobre pedidos de apoio do governo, reafirmou que não houve diálogo sobre a MP.
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