- Verônica Abdalla Sterman foi indicada por Lula ao Superior Tribunal Militar (STM) após a aposentadoria do ministro José Coêlho Ferreira.
- Um dossiê da oposição questiona sua formação acadêmica, alegando que ela não concluiu o mestrado em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP).
- O relatório indica que, apesar de mencionar o mestrado em seu LinkedIn, não há registro de defesa de tese na USP, que confirmou a ausência de qualquer tese defendida por ela.
- O currículo oficial da advogada afirma que ela “realizou mestrado em Direito Processual Penal pela USP”, mas o regimento da universidade determina o desligamento de mestrandos que não cumprem as exigências.
- A sabatina no Senado, marcada para esta manhã, deve focar na situação de sua formação acadêmica, que pode impactar sua nomeação.
Verônica Abdalla Sterman, indicada por Lula ao Superior Tribunal Militar (STM), enfrenta questionamentos sobre sua formação acadêmica. Um dossiê da oposição alega que a advogada não concluiu o mestrado em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP), o que pode afetar sua sabatina no Senado.
O relatório aponta que, embora Verônica mencione um mestrado em Direito – Processo Penal em seu LinkedIn, não há registro de defesa de tese na USP. A universidade confirmou que não possui qualquer tese defendida por ela. O currículo oficial da advogada, divulgado pelo Planalto, afirma que ela “realizou mestrado em Direito Processual Penal pela USP, com projeto de qualificação aprovado em 2018”. Contudo, o regimento da USP determina o desligamento do mestrando que não cumpre as exigências dentro dos prazos estabelecidos.
A oposição argumenta que, sem a defesa da tese, Verônica não pode reivindicar o título de Mestre. O dossiê também menciona sua participação na Comissão de Ética da OAB-SP, que proíbe a divulgação de especialidades que não sejam possuídas. Para os opositores, as informações apresentadas podem ter induzido o relator, senador Jaques Wagner (PT-BA), a considerá-la apta para o cargo.
Se aprovada, Verônica será a segunda mulher a integrar o STM, ao lado da atual presidente, Maria Elizabeth Rocha. A sabatina no Senado está marcada para esta manhã, e a situação de sua formação acadêmica será um dos principais pontos de debate.
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