- O documentário “No Céu da Pátria Nesse Instante”, de Sandra Kogut, estreia nos cinemas em 14 de setembro.
- O filme retrata as experiências de cidadãos comuns durante as eleições de 2022 e os eventos de 8 de janeiro de 2023.
- Kogut foca em pessoas anônimas, como um caminhoneiro paranaense e uma funcionária da Justiça Eleitoral no Pará, evitando políticos de carreira.
- A cineasta enfrentou dificuldades para encontrar personagens alinhados à direita e incentivou os entrevistados a gravarem diários de suas rotinas.
- O documentário inclui cenas dos atos de vandalismo em Brasília e discute a polarização política, enfatizando a necessidade de reconstruir um terreno comum.
Documentário retrata a polarização nas eleições de 2022
O documentário “No Céu da Pátria Nesse Instante”, da cineasta Sandra Kogut, estreia nos cinemas em 14 de setembro e aborda as experiências de cidadãos comuns durante as eleições de 2022 e os eventos do 8 de janeiro de 2023. O filme destaca a dificuldade de diálogo entre diferentes grupos políticos, refletindo a intensa polarização que marcou o pleito.
Kogut, conhecida por obras como *Mutum* e *Três Verões*, buscou registrar a disputa eleitoral a partir da perspectiva de pessoas anônimas, evitando o foco em políticos de carreira. “Eu queria que o filme todo fosse com essas pessoas”, afirma a cineasta, que acompanhou personagens como um caminhoneiro paranaense e uma funcionária da Justiça Eleitoral no Pará. A única figura pública retratada é Antonia Pellegrino, esposa do deputado Marcelo Freixo.
A cineasta enfrentou desafios para encontrar personagens alinhados à direita, refletindo a polarização. “Foi difícil, foram muitas tentativas, mas foi possível”, diz Kogut, que incentivou seus entrevistados a gravarem diários de suas rotinas. Essa abordagem permitiu uma captação orgânica de momentos significativos, incluindo as operações da Polícia Rodoviária Federal durante a votação e os tumultos de janeiro.
Desafios e registros impactantes
O documentário também apresenta cenas impressionantes dos atos de vandalismo em Brasília, onde manifestantes invadiram prédios públicos. Kogut destaca que “as imagens são muito impressionantes, e acho que elas têm um valor histórico.” A equipe do filme enfrentou situações de risco, como a intimidação em um colégio eleitoral dominado por milícias.
A polarização política é um tema central, evidenciado por um dos personagens que afirma viver realidades distintas. Kogut conclui que “temos que reconstruir algum tipo de terreno comum que acabou.” O documentário se propõe a ser um passo nesse sentido, buscando criar um fio condutor entre os eventos que marcaram a história recente do Brasil.
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