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Seis estados da Amazônia Legal estão entre os dez com maior violência sexual infantil

Taxa de violência sexual contra crianças na Amazônia Legal atinge 141,3 casos por 100 mil, exigindo ações imediatas de proteção e políticas públicas eficazes

Operação contra exploração sexual de crianças e adolescentes no Pará: Amazônia Legal tem taxa de casos 21,4% acima da média nacional (Foto: Lilian Guedes/Polícia Civil do Pará)
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  • A Amazônia Legal enfrenta altos índices de violência sexual e letal contra crianças e adolescentes, com desigualdades sociais e étnicas agravando a situação.
  • Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revela que a taxa de violência sexual na região atingiu 141,3 casos por 100 mil crianças em 2023, 21,4% acima da média nacional.
  • Entre 2021 e 2022, a região registrou um aumento de 26,4% nos casos, superando o crescimento de 12,5% no restante do Brasil.
  • Seis estados da Amazônia, como Rondônia e Roraima, estão entre os dez com as maiores taxas de violência sexual do país, com Rondônia liderando com 234,2 casos por 100 mil.
  • O Unicef recomenda a implementação de políticas públicas adaptadas e a capacitação de profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes.

Na Amazônia Legal, a violência sexual e letal contra crianças e adolescentes atinge níveis alarmantes. Um estudo do Unicef e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado recentemente, revela que a taxa de violência sexual na região chegou a 141,3 casos por 100 mil crianças em 2023, 21,4% acima da média nacional. Entre 2021 e 2022, a região registrou um aumento de 26,4% nos casos, superando o crescimento de 12,5% observado no restante do Brasil.

Seis estados da Amazônia, incluindo Rondônia e Roraima, estão entre os dez com as maiores taxas de violência sexual do país. Rondônia lidera com 234,2 casos por 100 mil, seguido por Roraima (228,7) e Mato Grosso (188,0). A pesquisa destaca que a maioria das ocorrências ocorre dentro das residências, refletindo uma vulnerabilidade exacerbada.

Fatores Estruturais

Os altos índices de violência são atribuídos a desigualdades sociais e étnicas, conflitos territoriais e barreiras logísticas. Nayana Lorena da Silva, oficial de Proteção contra a Violência do Unicef, afirma que as crianças estão expostas a diversas formas de violência, especialmente em áreas próximas às fronteiras. Municípios a até 150 km das fronteiras registram taxas de 166,5 casos por 100 mil, superando as cidades não fronteiriças.

O estudo também revela que 81% das vítimas de violência sexual na Amazônia são negras ou pardas, e que a taxa entre crianças indígenas mais que dobrou entre 2021 e 2023, com um crescimento de 151%. A casa é identificada como o local mais perigoso para essas crianças, onde muitas vezes o agressor é um familiar.

Ações Necessárias

Diante desse cenário, o Unicef defende a implementação de políticas públicas adaptadas e investimentos em monitoramento e coleta de dados. A capacitação de profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes é considerada essencial. Cauê Martins, pesquisador do FBSP, destaca que as particularidades regionais exigem uma abordagem específica para enfrentar a violência.

Recentemente, a discussão sobre a exploração de crianças em plataformas digitais ganhou destaque, com um vídeo de um influenciador gerando um aumento nas denúncias de pedofilia. A situação na Amazônia Legal requer uma resposta integrada entre governo e sociedade civil para garantir a proteção das crianças e adolescentes.

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