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Seis exfuncionários são condenados por incêndio que matou 41 menores na Guatemala

Seis ex-funcionários e expoliciais são condenados por homicídio após incêndio que matou 41 adolescentes em abrigo guatemalteco. Investigação sobre ex-presidente é iniciada

Juízo pela morte de 41 crianças, na Cidade da Guatemala, em 12 de agosto de 2025. (Foto: Cristina Chiquin/REUTERS)
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  • Um tribunal da Guatemala condenou seis ex-funcionários e expoliciais a penas de seis a 25 anos de prisão por homicídio e abuso de autoridade.
  • As condenações estão relacionadas ao incêndio no Hogar Seguro Virgen de la Asunción, que ocorreu em 8 de março de 2017 e resultou na morte de 41 adolescentes.
  • As vítimas estavam trancadas em uma sala como punição e não conseguiram escapar do fogo, que começou quando uma delas acendeu um colchonete.
  • A juíza Ingrid Cifuentes ordenou investigações sobre a responsabilidade do ex-presidente Jimmy Morales, mencionado como parte da cadeia de comando.
  • A sentença gerou reações emocionais entre os familiares das vítimas, que pedem justiça, e levantou questões sobre o tratamento das adolescentes no abrigo.

Um tribunal da Guatemala condenou seis ex-funcionários e expoliciais a penas que variam de 6 a 25 anos de prisão por homicídio e abuso de autoridade, em um caso que remonta ao incêndio no Hogar Seguro Virgen de la Asunción, ocorrido em 8 de março de 2017. O trágico incidente resultou na morte de 41 adolescentes, que estavam sob a custódia do governo devido a maus-tratos.

As vítimas, com idades entre 13 e 17 anos, foram trancadas em uma sala como punição após tentarem escapar do abrigo, onde enfrentavam condições desumanas. Emelin Del Cid, uma das sobreviventes, expressou sua dor ao questionar a indiferença dos responsáveis, que ignoraram os gritos de socorro das meninas durante o incêndio. O fogo começou quando uma das adolescentes acendeu uma colchonete, e, apesar dos apelos, as portas permaneceram fechadas por nove minutos.

Responsabilidade e Investigação

A juíza Ingrid Cifuentes destacou que a subinspectora de plantão estava ocupada ao telefone e desdenhou da situação, afirmando que as meninas poderiam “se queimar”. Após o incêndio, as autoridades demoraram a chamar os bombeiros, que chegaram sem informações adequadas para combater as chamas. Além dos condenados, a juíza ordenou que o Ministério Público investigue o ex-presidente Jimmy Morales por sua possível responsabilidade no caso, já que testemunhas o mencionaram como parte da cadeia de comando que permitiu a situação.

A sentença gerou reações emocionais entre os familiares das vítimas, que clamaram por justiça ao final do julgamento. Além disso, a juíza expressou preocupação com a presença de substâncias como morfina e fentanilo nos corpos das adolescentes, levantando questões sobre o tratamento que recebiam no abrigo. A condenação dos ex-funcionários e expoliciais representa um passo importante na busca por responsabilização em um caso que chocou o país e o mundo.

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