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Centrão articula para restringir projeto de regulamentação das redes de Lula

Câmara acelera projetos de lei para proteger crianças na internet após vídeo de youtuber, mas debate sobre big techs enfrenta resistência do Centrão

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • O vídeo do youtuber Felca, que denunciou a exploração de crianças na internet, gerou grande indignação e acelerou a tramitação de projetos de lei sobre proteção infantil no Congresso.
  • Mais de trinta propostas focadas na proteção de menores foram apresentadas recentemente.
  • A Comissão de Constituição e Justiça aprovou uma proposta que aumenta as penas para aliciamento de crianças pela internet.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, criou uma comissão geral para discutir o tema e priorizar o PL 2628/2022, que prevê controle parental e filtros de conteúdo.
  • O Centrão resiste a uma regulamentação ampla das redes sociais, preferindo focar na criminalização da exploração sexual de menores.

A repercussão do vídeo do youtuber Felca, que denunciou a exploração e a “adultização” de crianças na internet, gerou uma onda de indignação e acelerou a tramitação de projetos de lei voltados à proteção infantil no Congresso. Apesar disso, o Centrão resiste a uma regulamentação abrangente das redes sociais, limitando-se a medidas pontuais.

Nos últimos dias, mais de 30 propostas focadas na proteção de menores foram apresentadas. A Comissão de Constituição e Justiça já aprovou uma proposta que aumenta as penas para aliciamento de crianças pela internet. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou uma comissão geral para discutir o tema e prometeu priorizar iniciativas como o PL 2628/2022, que prevê controle parental e filtros de conteúdo.

Entretanto, líderes do Centrão afirmam que não há clima para discutir uma regulação mais ampla das big techs. O receio é que a tentativa de ampliar o debate, proposta pelo presidente Lula (PT), reabra impasses que já atrasaram outras legislações, como o PL das Fake News. A estratégia do Centrão é focar na criminalização da exploração sexual de menores, sem abordar outras questões relacionadas a crimes virtuais.

Enquanto Lula defende a necessidade de uma regulamentação mais robusta para as plataformas digitais, congressistas do Centrão e da oposição preferem tratar essa discussão em um momento posterior, evitando polarizações que possam comprometer a aprovação das medidas que já têm consenso.

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