- O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou sua campanha contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando estar disposto a “ir às últimas consequências” para removê-lo do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Em entrevista à BBC News Brasil, Eduardo chamou Moraes de “psicopata” e “mafioso”, acusando-o de promover uma “ditadura” no Brasil.
- Ele sugeriu que a esposa do ministro deveria ser investigada por suposto enriquecimento ilícito e afirmou que “vale a pena lutar” pela liberdade, mesmo com sacrifícios econômicos.
- Eduardo Bolsonaro também alertou que os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, estão “no radar” do governo americano e podem sofrer sanções se não avançarem com a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e com o impeachment de Moraes.
- O deputado está sob investigação no STF por sua atuação para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, incluindo crimes como coação no curso do processo e obstrução de investigação.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou sua campanha contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando estar “disposto a ir às últimas consequências” para removê-lo do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à BBC News Brasil, realizada em Washington, Eduardo chamou Moraes de “psicopata” e “mafioso”, alegando que ele promove uma “ditadura” no Brasil.
Durante a conversa, Eduardo acusou Moraes de abusar de seu poder e de perseguir opositores políticos. Ele sugeriu que a esposa do ministro deveria ser investigada por suposto enriquecimento ilícito, afirmando que “vale a pena lutar” pela liberdade, mesmo que isso implique em sacrifícios econômicos. O deputado, que reside atualmente no Texas, tem promovido ações para incentivar sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
Sanções e Retaliações
Eduardo Bolsonaro também mencionou que os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, estão “no radar” do governo americano. Ele alertou que eles podem ser alvos de novas sanções caso não avancem com a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e com o impeachment de Moraes. O deputado já conta com 41 assinaturas no Senado para o processo de impeachment.
Além disso, Eduardo comemorou a revogação de vistos de autoridades brasileiras, incluindo um secretário do governo Lula, e agradeceu ao ex-presidente Donald Trump pelas medidas. Ele se considera um “conselheiro informal” da administração americana e atribui a responsabilidade pelas sanções ao “regime” de Lula e Moraes.
Investigação em Andamento
Eduardo Bolsonaro está sob investigação no STF por sua suposta atuação para incitar o governo dos EUA a adotar medidas contra Moraes. A investigação abrange crimes como coação no curso do processo e obstrução de investigação, além de possíveis violações ao Estado democrático de direito.
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