- O líder global para assuntos corporativos do sistema Swift, Hayden Allan, se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília, no dia quatorze de agosto.
- Allan afirmou que o Swift não está sujeito a sanções unilaterais, reafirmando a soberania do Brasil e a autonomia do sistema financeiro.
- O Swift conecta mais de 11.500 instituições financeiras em mais de 200 países e opera sob a legislação da União Europeia.
- A reunião ocorreu em meio a especulações sobre possíveis sanções dos Estados Unidos, especialmente após a aplicação da Lei Magnitsky.
- Allan destacou que qualquer sanção contra bancos brasileiros deve seguir as normas da União Europeia e não pode ser decidida de forma unilateral.
O líder global para assuntos corporativos do sistema Swift, Hayden Allan, se reuniu nesta quinta-feira, 14, com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília. Durante o encontro, Allan enfatizou que o Swift não está sujeito a sanções unilaterais, reafirmando a soberania do Brasil e a autonomia do sistema financeiro.
O Swift, que conecta mais de 11.500 instituições financeiras em mais de 200 países, opera sob a legislação da União Europeia. Durigan destacou a importância do sistema, que funciona como um mensageiro seguro entre bancos, permitindo transações em diversas moedas. A conversa surgiu em meio a especulações sobre possíveis sanções dos Estados Unidos, especialmente após a aplicação da Lei Magnitsky, que já afetou um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Allan esclareceu que qualquer sanção contra bancos brasileiros precisaria seguir as normas da União Europeia, e não poderia ser decidida de forma unilateral. O secretário-executivo reiterou que o Brasil é um país democrático e autônomo, que exige reciprocidade nas relações internacionais.
Além disso, a reunião abordou a crescente representatividade de países emergentes no conselho de administração do Swift, com planos de incluir bancos brasileiros. O governo brasileiro já vinha monitorando a possibilidade de sanções, mas interlocutores acreditam que o cenário atual não justifica tais ações.
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