Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ministério Público de SP ignora legislação e oculta dívidas de promotores e procuradores

MP-SP nega acesso a R$ 6 bilhões em passivos, gerando críticas sobre falta de transparência e interpretação equivocada da LGPD

Sede do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) no centro da capital (Foto: Rubens Cavallari - 7.dez.23/Folhapress)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) negou acesso a informações sobre R$ 6 bilhões em passivos devidos a promotores e procuradores.
  • A negativa ocorreu após um pedido da Folha via Lei de Acesso à Informação (LAI).
  • O MP-SP justificou que a divulgação violaria a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
  • Especialistas criticaram essa interpretação, afirmando que a remuneração de servidores públicos deve ser transparente.
  • A falta de clareza sobre esses valores levanta preocupações sobre a transparência na administração pública.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) negou acesso a informações sobre R$ 6 bilhões em passivos devidos a promotores e procuradores, após um pedido da Folha via Lei de Acesso à Informação (LAI). O órgão justificou a negativa alegando que a divulgação violaria a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), gerando críticas de especialistas que consideram essa interpretação um uso inadequado da legislação.

A solicitação, feita em abril, pedia detalhes sobre os valores retroativos devidos a membros ativos e inativos do MP-SP. A resposta do órgão, enviada mais de um mês depois, apenas mencionou faixas de pagamento sem identificar os beneficiários ou justificar os valores. O MP-SP afirmou que os passivos são auditáveis e que a execução orçamentária é supervisionada pelo Tribunal de Contas e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Críticas à Negativa de Acesso

Especialistas em direito, como o advogado Marcelo Cárgano, argumentam que a LGPD deve garantir a privacidade, mas não pode ser usada para restringir a transparência pública. Cárgano destaca que a remuneração de servidores públicos é um assunto de interesse público e que a negativa do MP-SP representa um retrocesso na transparência.

Bruno Morassutti, colunista da Folha e diretor da organização Fiquem Sabendo, também criticou a negativa, afirmando que os dados solicitados deveriam ser acessíveis. Ele ressalta que a LGPD não deve ser um obstáculo para o acesso a informações que são de interesse público.

Falta de Transparência

A falta de clareza sobre os valores devidos aos membros do MP-SP levanta preocupações sobre a transparência na administração pública. André Boselli, coordenador da ONG Artigo 19, reforça que as informações sobre remuneração são públicas e que a interpretação da LGPD utilizada pelo MP-SP é equivocada. Ele aponta que a falta de transparência é um problema recorrente, especialmente em instituições como o Judiciário e o Ministério Público.

A situação evidencia um dilema entre a proteção de dados pessoais e a necessidade de transparência na administração pública, um aspecto fundamental para a confiança da sociedade nas instituições.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais