- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que não houve acordos com a oposição para encerrar o motim bolsonarista que paralisou o plenário por mais de 30 horas.
- Motta negou ter delegado negociações a outros parlamentares e destacou que as pautas dos amotinados seguirão o trâmite regular.
- Ele mencionou que a revisão das penas dos envolvidos nos ataques pode ser discutida, mas sem incluir perdão a quem atentou contra a vida de outras pessoas.
- O presidente também garantiu que o regimento será seguido na apuração de responsabilidades e que todas as representações contra parlamentares foram enviadas à Corregedoria.
- Motta ressaltou a prioridade de um pacote emergencial apresentado pelo presidente Lula, que visa mitigar os efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou nesta quinta-feira, 14, que não houve acordos com a oposição para encerrar o motim bolsonarista que paralisou o plenário por mais de 30 horas. Em entrevista à GloboNews, Motta esclareceu que não delegou a negociação a outros parlamentares, como o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ).
“Não participei de nenhum acordo”, afirmou Motta, ressaltando que as pautas defendidas pelos amotinados, como a anistia aos golpistas de 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado, seguirão o trâmite regular do Colégio de Líderes. O presidente da Câmara também destacou que a revisão das penas dos envolvidos nos ataques pode ser discutida, mas sem incluir perdão a quem atentou contra a vida de outras pessoas.
Apuração de Responsabilidades
Motta garantiu que o regimento será seguido na apuração de responsabilidades pelo motim. Todas as representações contra parlamentares envolvidos foram enviadas à Corregedoria, que terá até 45 dias para se manifestar antes de qualquer decisão da Mesa Diretora.
Na mesma entrevista, o presidente da Câmara abordou o pacote emergencial apresentado pelo presidente Lula (PT), que visa mitigar os efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Motta afirmou que a resposta legislativa será prioridade no Congresso e que há consenso para apoiar medidas de defesa da economia nacional.
“Câmara, Senado e governo devem atuar unidos na defesa da soberania nacional, da indústria e dos empregos”, concluiu Motta, lembrando que o Congresso já aprovou a Lei de Reciprocidade, que permite ao Executivo adotar contramedidas comerciais.
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