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PF apreende quase R$ 3,2 milhões em operação contra corrupção em São Bernardo

Operação Estafeta revela esquema de corrupção em São Bernardo do Campo e apreende R$ 3,2 milhões; prefeito e vereadores são afastados

Dinheiro apreendido pela PF em empresa de medicamentos alvo de operação que apura corrupção em São Bernardo do Campo (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Estafeta em 14 de setembro, resultando na apreensão de R$ 3,2 milhões.
  • O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, foi afastado por um ano devido a um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
  • Dois vereadores também foram afastados e dois investigados foram presos, revelando uma rede criminosa complexa.
  • Durante a operação, foram apreendidos US$ 3,4 mil, 10,7 mil euros, além de relógios, pistolas e munições.
  • A investigação começou em julho de 2025, após a apreensão de R$ 14 milhões com um servidor público vinculado ao esquema.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de 14 de setembro a Operação Estafeta, que resultou na apreensão de R$ 3,2 milhões e no afastamento do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), por um ano. A operação investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolve a alta administração municipal.

Além do prefeito, dois vereadores foram afastados e dois investigados foram presos. A operação revelou uma complexa rede criminosa que utilizava celulares clandestinos para ocultar a identidade dos envolvidos. Os recursos desviados eram usados para despesas pessoais, incluindo mensalidades da faculdade da filha do prefeito.

Durante a operação, a PF também apreendeu US$ 3,4 mil e 10,7 mil euros, além de relógios, pistolas e munições. A investigação começou em julho de 2025, após a apreensão de R$ 14 milhões com um servidor público vinculado ao esquema. A análise dos materiais apreendidos revelou um modus operandi peculiar, voltado para a movimentação de valores ilícitos na prefeitura.

Desdobramentos da Investigação

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em empresas que mantêm contratos com a prefeitura. Na sede da Quality Medical, foram encontrados R$ 946.320, enquanto na residência de um sócio, R$ 210.000 foram localizados. O maior montante, R$ 1,9 milhão, foi encontrado na casa de um dos presos, que atuava na lavagem de dinheiro.

O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a suspensão do sigilo bancário e fiscal de 34 pessoas envolvidas. O Ministério Público destacou que a estrutura criminosa operava em três frentes: empresarial, política e financeira. A prefeitura declarou que colaborará com as investigações e que os serviços municipais não serão afetados.

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