- A Polícia Federal afastou o prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, e o vereador Danilo Lima, ambos do Podemos.
- A operação investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura.
- Mandados de prisão e busca e apreensão foram autorizados pela 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
- A investigação, iniciada em julho de 2025, revelou a participação de servidores públicos como operadores financeiros.
- O ex-assessor Paulo Iran Paulino Costa é apontado como o principal responsável pelo esquema e permanece foragido.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que resultou no afastamento do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, e do vereador Danilo Lima, ambos do Podemos. A ação, realizada na manhã de quinta-feira, 14, investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura da cidade, localizada na Grande São Paulo.
Os mandados de prisão e busca e apreensão foram autorizados pela 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Além do afastamento dos primos, a operação resultou na quebra de sigilo bancário e fiscal de 34 pessoas, incluindo outros dois vereadores e um secretário municipal. A investigação, que começou em julho de 2025, revelou uma rede criminosa complexa, com servidores públicos atuando como operadores financeiros.
Documentos da investigação indicam que o ex-assessor Paulo Iran Paulino Costa seria o principal responsável pelo esquema. Ele foi encontrado com R$ 12 milhões e US$ 156.000 em espécie, utilizados para cobrir despesas pessoais do prefeito, como passagens aéreas e mensalidades da faculdade da filha. Conversas de WhatsApp entre Lima e Costa mostram solicitações de transferências de valores para a esposa do prefeito.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo afirmou que irá colaborar com as investigações e que a gestão municipal é a principal interessada na apuração dos fatos. O Podemos, por sua vez, expressou confiança na conduta de Marcelo e Danilo Lima, pedindo cautela em relação às manifestações sobre o caso. A operação, denominada Estafeta, também resultou na prisão de outros envolvidos, enquanto Paulo Iran permanece foragido.
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