Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

‘Corpos de mulheres não podem ser campo de batalha’, alerta Nobel da Paz

Denis Mukwege alerta para a urgência de responsabilizar estados pelo uso do estupro em conflitos, impactando comunidades inteiras

Moçambicana Graça Machel e o congolês Denis Mukwege dividiram o palco na Rio Innovation Week (Foto: Pedro Kirilos/Estadão)
0:00
Carregando...
0:00
  • Denis Mukwege lançou a campanha internacional Linha Vermelha durante a Rio Innovation Week em 14 de setembro.
  • A iniciativa busca erradicar o uso do estupro como arma de guerra e destaca suas consequências para comunidades.
  • Mukwege, ginecologista congolês e Prêmio Nobel da Paz em 2018, já tratou mais de 80 mil mulheres vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo.
  • Ele enfatizou a necessidade de responsabilização dos estados e a luta contra a impunidade para o processo de cura das vítimas.
  • Após sua palestra, Mukwege participou de um bate-papo com a ativista Graça Machel, que abordou a importância de centrar as inovações sociais nas pessoas.

Denis Mukwege, ginecologista congolês e Prêmio Nobel da Paz em 2018, lançou a campanha internacional Linha Vermelha durante a Rio Innovation Week, realizada em 14 de setembro. A iniciativa visa erradicar o uso do estupro como arma de guerra, destacando suas consequências devastadoras para comunidades e a necessidade de responsabilização dos estados.

Mukwege, que fundou o Hospital Panzi em 1999, já tratou mais de 80 mil mulheres vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Em sua palestra, ele enfatizou a urgência de impedir que os corpos de mulheres sejam usados como “campo de batalha”. O médico relatou que a violência sexual em conflitos não é um problema isolado, afetando também países como Colômbia, Sudão, Síria e Ucrânia.

O impacto do estupro como arma de guerra vai além das vítimas individuais. Mukwege explicou que as consequências incluem o deslocamento de famílias, a destruição do sistema reprodutivo das mulheres e a erosão do tecido social. “Nosso trabalho nos ensinou que as consequências se estendem por comunidades inteiras,” afirmou. O Hospital Panzi oferece não apenas tratamento médico, mas também apoio psicológico e jurídico, ajudando as mulheres a se reintegrarem social e economicamente.

Mukwege destacou que a luta contra a impunidade é crucial para o processo de cura das vítimas. “A responsabilização individual é importante, mas não é suficiente; os estados também precisam ser punidos,” disse. Após sua apresentação, ele participou de um bate-papo com a ativista Graça Machel, que reforçou a importância de colocar as pessoas no centro das inovações sociais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais