- O ex-policial militar Luis Alexandre Silva, conhecido como Tenório, sua esposa Flavia Ouverney Canella e a enteada Emille Canella Galhardo foram presos em Nova Friburgo.
- Eles são acusados de extorsão e agiotagem, utilizando violência contra devedores em um esquema de empréstimos ilegais.
- A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio.
- Durante a ação, foram apreendidos um soco inglês e um porrete com a inscrição “direitos humanos”.
- O trio responderá por associação criminosa, roubo, extorsão e usura pecuniária, com juros abusivos de até 20% ao mês.
Um ex-policial militar, sua esposa e a enteada foram presos nesta sexta-feira, em Nova Friburgo, por extorsão e agiotagem. Luis Alexandre Silva, conhecido como Tenório, e sua família são acusados de montar uma rede criminosa que utilizava violência contra devedores.
Durante a operação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), foram encontrados um soco inglês e um porrete com a inscrição “direitos humanos”. As prisões ocorreram após investigações que revelaram um esquema de empréstimos ilegais com juros abusivos, que chegavam a 20% ao mês.
Tenório, sua esposa Flavia Ouverney Canella e a enteada Emille Canella Galhardo responderão por associação criminosa, roubo, extorsão e usura pecuniária. O trio operava um comércio de cestas básicas e veículos usados, onde também realizavam os empréstimos ilegais. As vítimas, geralmente de baixa renda, eram coagidas a pagar dívidas impagáveis, frequentemente sob ameaça de violência.
As investigações indicam que muitos veículos à venda na loja da família pertenciam a vítimas que não conseguiram quitar suas dívidas. Tenório, armado, teria agredido e ameaçado diversas pessoas, exigindo pagamentos ou a entrega de bens, como imóveis e eletrônicos. Flavia atuava na captação de clientes e na formalização de contratos de confissão de dívida, enquanto Emille, embora não diretamente envolvida nos crimes, era considerada parte do esquema familiar.
O Gaeco segue apurando os detalhes do caso e busca mais informações sobre a atuação do grupo. O GLOBO tenta localizar a defesa dos acusados, que ainda não se manifestou sobre as acusações.
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