- O líder do Hezbollah, Naim Qassem, acusou o governo libanês de colaborar com Israel para desarmar o movimento, alertando sobre o risco de uma guerra civil.
- Qassem afirmou que o governo está seguindo ordens dos Estados Unidos e de Israel, o que pode provocar um conflito interno.
- O governo libanês, sob pressão internacional, planeja desarmar o Hezbollah até 2025.
- O plano de desarmamento inclui quatro fases, começando com a suspensão de operações militares e a montagem de postos de vigilância na fronteira.
- O Hezbollah rejeitou o plano e responsabilizou o governo por qualquer surto de violência, enfatizando a necessidade de reconstrução do Líbano.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, acusou o governo libanês de colaborar com Israel ao pressionar pelo desarmamento do movimento, alertando sobre o risco de uma guerra civil. As declarações foram feitas em um discurso televisionado, onde Qassem afirmou que o governo está cumprindo ordens dos EUA e de Israel, o que poderia levar a um conflito interno.
Após a guerra de 2024, o Hezbollah, que já foi uma força política dominante no Líbano, viu sua influência diminuir. O governo libanês, sob pressão internacional, planeja desarmar o grupo até 2025. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, respondeu às acusações de Qassem, afirmando que não há intenção de promover uma guerra civil e que o governo busca a estabilidade do país.
Desarmamento Proposto
O plano de desarmamento, defendido pelos EUA, prevê um processo em quatro fases. Na primeira, que durará 15 dias, Israel e o Hezbollah suspenderão operações militares, enquanto o exército libanês montará postos de vigilância na fronteira. A segunda fase, com duração de 45 dias, incluirá a entrega efetiva das armas pelo Hezbollah e a retirada de algumas posições israelenses.
Na terceira fase, o Hezbollah deve abandonar suas posições ao sul do Rio Litani, conforme estipulado pela resolução 1.701 da ONU. A última fase culminará no desarmamento completo do Hezbollah e de outros grupos armados, garantindo ao Estado libanês o monopólio da defesa.
Consequências e Reações
O Hezbollah, que se autodenomina uma resistência, rejeitou o plano do governo, responsabilizando-o por qualquer surto de violência. Qassem enfatizou que a missão do governo deveria ser a reconstrução do Líbano, não a entrega do país a interesses externos. A situação permanece tensa, com o futuro do Líbano em jogo e as pressões internacionais aumentando.
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