- Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, foram liberados da prisão na tarde de sexta-feira, 15, após a não prorrogação das prisões temporárias na Operação Ícaro.
- A operação investiga corrupção e concessão irregular de benefícios fiscais em São Paulo.
- O auditor estadual Artur Gomes da Silva Neto, principal acusado, continua detido e está em negociação para um acordo de delação premiada.
- É incomum que Gomes mantenha contato com os executivos, o que levanta preocupações entre criminalistas sobre a condução do caso.
- As investigações apontam que o grupo favorecia empresas do varejo com ressarcimentos indevidos de ICMS, utilizando uma consultoria como fachada para movimentações financeiras irregulares.
Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, foram liberados da prisão na tarde de sexta-feira, 15, após a não prorrogação das prisões temporárias na Operação Ícaro. A operação investiga um esquema de corrupção e concessão irregular de benefícios fiscais em São Paulo.
O auditor estadual Artur Gomes da Silva Neto, principal acusado do esquema, permanece detido. Ele é investigado por conceder benefícios fiscais à Ultrafarma e outras empresas em troca de propinas. Desde sua prisão, Gomes demonstrou interesse em firmar um acordo de delação premiada, e as negociações com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) já estão em andamento.
Estranheza marca a situação, pois Gomes continua em contato com os executivos, algo considerado incomum em casos de delação. Criminalistas apontam que ele deveria ter sido isolado imediatamente após manifestar interesse em colaborar. As investigações revelaram que o grupo criminoso favorecia empresas do varejo com ressarcimentos indevidos de ICMS, utilizando uma consultoria como fachada para movimentações financeiras irregulares.
A empresa Smart Tax Consultoria, registrada em nome da mãe de Gomes, movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2021 e 2022. O auditor não apenas intermediava pedidos de benefícios fiscais, mas também acessava o sistema da Ultrafarma, liberando créditos tributários em valores superiores aos devidos. A Ultrafarma não se manifestou sobre as acusações, enquanto a Fast Shop afirmou estar colaborando com as autoridades. A Secretaria da Fazenda instaurou um procedimento administrativo para investigar a conduta do servidor.
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