- O procurador-geral do Distrito de Columbia, Brian Schwalb, moveu uma ação judicial contra a decisão do presidente Donald Trump de transferir o controle do departamento de segurança local para um funcionário federal.
- Schwalb argumenta que a medida é ilegal e ameaça a autonomia do governo local.
- A Casa Branca nomeou Terry Cole, chefe da Agência de Repressão às Drogas (DEA), como “delegado de polícia emergencial”, conferindo a ele poderes sobre a polícia local.
- A prefeita de Washington, Muriel Bowser, criticou a transferência, afirmando que não há base legal para tal ato.
- A intervenção federal já resultou em mais de 150 prisões e apreensões de armas, gerando preocupações sobre o impacto nas comunidades vulneráveis.
Autoridades de Washington contestaram judicialmente a decisão do presidente Donald Trump de transferir o controle do departamento de segurança do distrito para um funcionário federal. A ação foi movida pelo procurador-geral do Distrito de Columbia, Brian Schwalb, que considera a medida uma afronta à autonomia local. Schwalb afirmou que a ordem presidencial ultrapassa os limites legais e representa uma grave ameaça ao governo autônomo da capital.
A controvérsia surgiu após a Casa Branca nomear Terry Cole, chefe da Agência de Repressão às Drogas (DEA), como “delegado de polícia emergencial”. Essa mudança concede a Cole todos os poderes da chefe da polícia local, Pamela Smith, exigindo que o departamento de polícia busque sua aprovação para qualquer ação. A medida parece ter como objetivo transformar Washington em uma cidade que atue de forma mais rigorosa contra imigrantes em situação irregular.
A prefeita de Washington, Muriel Bowser, criticou a transferência de autoridade, afirmando que não existe legislação que permita tal ato. Enquanto isso, agentes federais começaram a desmantelar acampamentos de moradores de rua, uma ação que Trump justificou como parte de um plano de “embelezamento” da cidade. A operação, que começou na noite de quinta-feira, gerou preocupações entre ativistas e autoridades locais sobre o tratamento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Desde o início da intervenção federal, agentes de diversas agências, incluindo o FBI e o Departamento de Segurança Interna, têm atuado nas ruas de Washington. Eles realizam operações que antes eram exclusivas da polícia local, resultando em mais de 150 prisões e apreensões de armas. Essa nova abordagem ao policiamento tem gerado um clima de tensão e incerteza na capital dos Estados Unidos, refletindo a crescente fricção entre o governo federal e as autoridades locais.
Entre na conversa da comunidade