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Arte transforma traumas em resistência contra a ditadura com Nise da Silveira

Sebastião Barbosa deixa um legado artístico e um projeto inacabado de parque temático, após uma carreira marcada pela resistência e ousadia

Sebastião Barbosa (1943 - 2025) - Arquivo pessoal
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  • Sebastião Barbosa, fotógrafo e fotojornalista, faleceu aos 82 anos, em 11 de agosto, devido a uma parada cardíaca.
  • Ele resistiu à repressão do regime militar e foi torturado, sendo posteriormente exilado.
  • Nascido em Manaus, começou sua carreira aos cinco anos e trabalhou na revista Manchete por uma década.
  • Sebastião deixou um legado artístico e um projeto inacabado de um parque temático dedicado à fotografia.
  • Ele é lembrado por familiares e amigos, que prestaram homenagens com girassóis e músicas que ele apreciava.

Sebastião Barbosa, renomado fotógrafo e fotojornalista, faleceu na última segunda-feira (11), aos 82 anos, após uma parada cardíaca. O artista, que resistiu à repressão do regime militar, deixa um legado significativo e um projeto inacabado de um parque temático dedicado à fotografia.

Nascido em Manaus, Sebastião começou sua trajetória profissional aos cinco anos, vendendo pé de moleque. Aos dez, já trabalhava em um estúdio fotográfico, onde iniciou sua relação com a fotografia. Sua ousadia artística o levou a ser contratado pela revista Manchete, onde ficou por uma década. Durante esse período, suas obras provocativas, como a representação da “Santa Ceia” com uma mulher nua, desafiaram os padrões conservadores da época.

Sebastião foi torturado no Dops e, após ser transferido para Paris, continuou a desenvolver seu trabalho artístico. Ele se destacou por sua série “Experimentações de Linguagem”, que foi incorporada à coleção Pirelli. Nos últimos anos, dedicou-se à construção de um estúdio em arquitetura amazônica no Vale das Videiras, onde planejava criar um parque temático para fotógrafos.

Legado e Homenagens

Nos últimos meses de vida, Sebastião estava finalizando a “maior câmera do mundo”, uma câmera escura em tamanho humano, em homenagem à neta Daria. Ele também registrava suas reflexões em um caderno enquanto aguardava atendimento médico. No velório, familiares e amigos prestaram homenagens com girassóis, lembrando as flores pintadas por Van Gogh, e cantaram músicas que ele apreciava.

Sebastião deixa sua esposa Kátia, os filhos Fernando e Joana, e os netos Lucas, Olivia e Daria. Seu lema, “Viva a fotografia!”, continua a inspirar todos que cruzaram seu caminho.

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