- Após 11 anos em um necrotério, a disputa pela herança de Harry Roy Veevers, magnata britânico falecido em 2013, permanece sem solução.
- Um magistrado determinou que a causa da morte não pôde ser estabelecida devido à decomposição do corpo, deixando indefinido o local de sepultamento.
- O caso envolve quatro irmãos, que disputam a herança e o sepultamento, com alegações de assassinato por envenenamento.
- A exumação do corpo, realizada em 2014, não conseguiu esclarecer a causa da morte devido ao estado avançado de decomposição.
- A falta de um testamento e diretrizes legais claras complica ainda mais a situação, com filhos defendendo o sepultamento no Reino Unido e a esposa e filhas desejando que ele permaneça no Quênia.
Após 11 anos em um necrotério, a disputa familiar pela herança de Harry Roy Veevers, magnata britânico falecido em 2013, continua sem resolução. Um magistrado determinou que a causa da morte não pôde ser estabelecida devido ao estado avançado de decomposição do corpo, o que deixa indefinido o local de sepultamento.
O caso, que envolve quatro irmãos — dois filhos de seu primeiro casamento e duas filhas do segundo — é marcado por acusações de assassinato por envenenamento e intensos conflitos legais. O magistrado David Odhiambo, em sua decisão, destacou a divisão familiar e a falta de um testamento claro, o que complicou ainda mais a situação.
A disputa começou logo após a morte de Veevers, ocorrida em 14 de fevereiro de 2013, em sua residência em Mombasa. Os filhos, Richard e Philip, alegaram que a esposa, Azra Parvin Din, não permitiu que vissem o corpo e que ele foi enterrado sem uma autópsia. As tensões aumentaram quando os irmãos questionaram a decisão de enterrá-lo como muçulmano, apesar de sua fé cristã.
O magistrado também observou que a exumação do corpo, realizada em 2014, foi atrasada por questões legais e resultou em um estado de decomposição que inviabilizou a determinação da causa da morte. Relatórios forenses contraditórios complicaram ainda mais o caso, com um patologista encontrando vestígios de uma substância tóxica, enquanto outros não confirmaram essa evidência.
A decisão final do magistrado não resolveu a disputa sobre o local de sepultamento, com os filhos defendendo que o pai deveria ser enterrado no Reino Unido, enquanto a esposa e as filhas desejam que ele permaneça no Quênia. A falta de um testamento e a ausência de diretrizes legais claras para disputas de sepultamento em casos como este tornam a situação ainda mais complexa. A batalha legal pela herança e pelo corpo de Veevers parece longe de um desfecho.
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