- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou estar “muito conectado” à ideia de um “Grande Israel” durante uma entrevista à i24News.
- A declaração sugere uma expansão territorial além das fronteiras atuais de Israel.
- Netanyahu recebeu um pingente representando um mapa do “Grande Israel” e destacou a importância da continuidade do Estado de Israel.
- Países árabes, como Jordânia e Egito, criticaram os comentários, considerando-os uma ameaça à estabilidade regional.
- O Ministério das Relações Exteriores de Israel ainda não se manifestou sobre as reações internacionais.
Durante uma entrevista à i24News, na última terça-feira (12), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou estar “muito conectado” à ideia de um “Grande Israel”, que envolve a expansão territorial do país além de suas fronteiras atuais. Essa declaração, que remete a interpretações bíblicas e históricas, provocou reações negativas de diversos países árabes, que a consideraram uma ameaça à estabilidade regional.
Netanyahu fez a afirmação ao receber um pingente que representava um mapa do que ele chamou de “Grande Israel”. Ele enfatizou a importância de garantir a continuidade do Estado de Israel, referindo-se ao legado de sua fundação. O conceito de Grande Israel inclui territórios que abrangem partes da Jordânia, Líbano, Síria, Egito, Iraque e Arábia Saudita, e ganhou destaque após a Guerra dos Seis Dias em 1967, quando Israel expandiu seu território.
Reações Internacionais
As declarações de Netanyahu foram rapidamente criticadas. A Jordânia classificou os comentários como uma “escalada perigosa e provocativa”, alertando que tais afirmações podem incitar ciclos de violência. O Egito também se manifestou, solicitando esclarecimentos e apontando que as palavras do primeiro-ministro contradizem os esforços de paz na região.
O Qatar repudiou as declarações, afirmando que elas refletem uma continuidade das políticas de ocupação e contribuem para crises regionais. A Arábia Saudita criticou a postura expansionista do governo israelense, alertando sobre os riscos à segurança global. A Liga Árabe considerou os comentários uma violação da soberania dos Estados árabes, caracterizando-os como uma expressão de intenções “expansionistas e agressivas”.
Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores de Israel não se pronunciou oficialmente sobre as reações internacionais.
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