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Órgão eleitoral da Bolívia recomenda voto sem celular após denúncias de coação

TSE alerta sobre coação a eleitores nas eleições da Bolívia; prática pode resultar em penas de até três anos de prisão

Pesquisas eleitorais apontam uma possível segunda volta entre os opositores Samuel Doria Medina e o ex-presidente Jorge Tuto Quiroga (Foto: Reprodução)
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  • O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia alertou que eleitores não devem levar celulares ao votar nas eleições gerais.
  • A recomendação visa evitar a coação de funcionários que estariam sendo forçados a fotografar seus votos sob ameaça de demissão.
  • Denúncias de coação foram registradas em várias instituições, onde funcionários teriam que votar em candidatos específicos e comprovar com fotos.
  • O juiz eleitoral Francisco Vargas afirmou que, se confirmadas, essas práticas serão encaminhadas ao Ministério Público.
  • A coação é considerada crime na Bolívia, com penas de um a três anos de prisão e destituição do cargo para funcionários públicos.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia fez um alerta neste sábado, recomendando que os eleitores não levem celulares ao votar nas eleições gerais deste domingo. A medida visa combater a coação de funcionários que estariam sendo forçados a fotografar seus votos, sob ameaça de demissão. O secretário da Câmara do TSE, Fernando Arteaga, enfatizou que a recomendação busca evitar suspeitas, já que a apuração é pública e qualquer um pode registrar o resultado.

As denúncias de coação surgiram em várias instituições, onde funcionários teriam sido obrigados a votar em candidatos específicos e a comprovar isso com fotos. O juiz eleitoral Francisco Vargas afirmou que, se confirmadas, essas práticas serão encaminhadas ao Ministério Público. Ele ressaltou que o voto é secreto e livre, e qualquer autoridade que coagir um eleitor será responsabilizada judicialmente.

A legislação boliviana considera a coação um crime, com penas que variam de um a três anos de prisão, além da destituição do cargo para funcionários públicos. As eleições deste domingo são cruciais, pois os bolivianos escolherão o presidente, vice-presidente e legisladores para o próximo quinquênio. As mesas eleitorais abrirão às 8h e funcionarão por oito horas, ou até que o último eleitor vote. O voto é obrigatório e, após a votação, os eleitores recebem um certificado que é necessário para trâmites em instituições públicas e na rede bancária.

As pesquisas eleitorais indicam uma possível segunda volta entre os opositores Samuel Doria Medina e Jorge Tuto Quiroga, enquanto o candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), Eduardo del Castillo, aparece em posições inferiores nas intenções de voto.

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