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Desembargador aposentado é acusado de integrar defesa de Oruam após habeas corpus indevido

Desembargador aposentado Siro Darlan defende rapper Oruam em caso de disparo de arma; STJ nega habeas corpus para devolução de bens apreendidos

O desembargador Siro Darlan em missa em homenagem à juíza assassinada Patricia Acioli, em 2011 (Foto: Rafael Andrade - 19.ago.2011/Folhapress)
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  • O desembargador aposentado Siro Darlan atua como advogado na defesa do rapper Oruam, acusado de disparo de arma de fogo em São Paulo.
  • O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus da defesa, que visava a devolução de bens apreendidos.
  • Darlan foi aposentado compulsoriamente em 2023 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido a transgressões funcionais, incluindo a concessão indevida de habeas corpus.
  • Oruam foi detido em fevereiro por cerca de três horas e liberado rapidamente, pois a prisão foi considerada em flagrante, mas de menor potencial ofensivo.
  • O rapper também enfrentou outra prisão em julho, acusado de tentar facilitar a fuga de um adolescente procurado pela polícia, o que a defesa nega.

O desembargador aposentado Siro Darlan, que foi forçado a se retirar do cargo em 2023 devido a transgressões funcionais, agora atua como advogado na defesa do rapper Oruam, acusado de disparo de arma de fogo em São Paulo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus da defesa, que buscava a devolução de bens apreendidos durante uma operação policial.

Darlan foi aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após ser considerado culpado por conceder habeas corpus indevido durante plantões noturnos. O caso mais notório envolveu a conversão de prisão em domiciliar de um réu da Operação Capa Preta, em que seu filho tinha vínculos com o escritório de advocacia que o defendia. O CNJ destacou que a conduta de Darlan comprometeu a imagem do Judiciário.

No caso de Oruam, a defesa solicitou a devolução de bens apreendidos em fevereiro, quando o rapper foi detido por cerca de três horas. O delegado Moyses Santana afirmou que a prisão foi em flagrante, mas como se tratava de um “delito de menor potencial ofensivo”, Oruam foi liberado rapidamente. O pedido de habeas corpus foi considerado inadequado pelo STJ, que ressaltou que esse instrumento não é apropriado para tratar da restituição de bens.

Além disso, Oruam enfrentou outra prisão em julho, após supostamente tentar facilitar a fuga de um adolescente procurado pela polícia, que é apontado como um dos maiores ladrões de carros do Rio de Janeiro. Nesse episódio, ele e outro jovem respondem por tentativa de homicídio contra policiais, o que a defesa nega.

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