Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gestão Nunes estabelece prazo para saída da companhia do Teatro de Contêiner

Prefeitura notifica Companhia Mungunzá para desocupar Teatro de Contêiner em 15 dias, enquanto luta por alternativas e apoio cultural se intensifica

Teatro de contêiner, que recebeu ordem de despejo do local em que ocupa para a construção de um prédio de moradia popular (Foto: Danilo Verpa - 11-mai-2025/Folhapress)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Companhia Mungunzá recebeu notificação da prefeitura de São Paulo para desocupar o Teatro de Contêiner em 15 dias.
  • O subprefeito da Sé, coronel Salles, mencionou o uso de “gradação coercitiva” para a desocupação, alegando que o terreno será destinado a um projeto habitacional.
  • A companhia ocupa o espaço desde 2016 e teve seu pedido de defesa negado em junho.
  • Propostas de relocação feitas pela companhia foram rejeitadas pela prefeitura, que afirma que o canal de diálogo permanece aberto.
  • A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a presidente da Funarte, Maria Marighella, solicitaram ao prefeito uma extensão do prazo de desocupação para 180 dias.

A Companhia Mungunzá recebeu uma nova notificação da prefeitura de São Paulo para desocupar o Teatro de Contêiner, localizado na Luz, em um prazo de 15 dias. O documento, assinado pelo subprefeito da Sé, coronel Salles, menciona o uso de “gradação coercitiva” para a desocupação, alegando que o terreno será destinado a um projeto habitacional.

Desde 2016, a companhia ocupa o espaço, que foi inaugurado em 2017. A primeira ordem de despejo foi emitida em maio, e o grupo teve seu pedido de defesa negado em junho. A prefeitura afirma que o canal de diálogo permanece aberto, mas as propostas de relocação feitas pela companhia foram rejeitadas. O subprefeito destacou que a área é pública e que o grupo deve deixar o local até 21 de agosto.

Propostas de Relocação

Os integrantes da Companhia Mungunzá tentaram sugerir alternativas que permitissem a continuidade de suas atividades, incluindo a manutenção do teatro no mesmo local, mas com espaço para a construção de um prédio residencial. Eles também apresentaram quatro sugestões de novos endereços, mas a prefeitura negou duas delas, alegando que pertencem ao governo estadual.

A companhia, que já tem 60 apresentações agendadas até dezembro, busca uma solução que não comprometa suas atividades. Em nota, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a presidente da Funarte, Maria Marighella, solicitaram ao prefeito uma extensão do prazo de desocupação para 180 dias, visando mitigar o impacto da mudança.

Investigação do Ministério Público

A gestão do prefeito Ricardo Nunes é alvo de um inquérito civil do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por possíveis irregularidades na primeira ordem de despejo. O promotor Paulo Destro ressalta a importância de preservar o patrimônio cultural e critica a falta de diálogo com os artistas e grupos que utilizam o espaço. A área estava em desuso antes da ocupação da companhia, que se tornou um importante ponto cultural na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais