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Governo se preocupa com lentidão das obras do PAC a um ano das eleições

Governo Lula enfrenta lentidão nas obras do PAC, com apenas 4% em execução no MEC, gerando preocupações para as eleições de 2026

Lula no lançamento do PAC Seleções, há quase dois anos (Foto: Ricardo Stuckert)
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  • O governo Lula enfrenta dificuldades no andamento das obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com apenas 4% das obras do Ministério da Educação (MEC) em execução.
  • A maioria dos projetos ainda está em fase de licitação, o que gera preocupação sobre a imagem do presidente nas eleições de 2026.
  • O PAC, que envolve mais de R$ 1 trilhão em investimentos, já liberou R$ 16,7 bilhões para obras que não começaram devido à falta de execução.
  • A Casa Civil tenta acelerar os empenhos, mas enfrenta entraves como a falta de consultorias nas prefeituras e a estratégia política de prefeitos.
  • No MEC, apenas 76 das 1.884 obras estão em execução, enquanto no setor de saúde, 73% das 1.910 obras já estão em andamento.

Dois anos após o lançamento do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo Lula enfrenta desafios significativos no andamento das obras. Com apenas 4% das obras do Ministério da Educação (MEC) em execução, a maioria dos projetos ainda está em fase de licitação. A preocupação é que a lentidão nas construções possa impactar negativamente a imagem do presidente nas eleições de 2026.

O PAC, que representa um investimento superior a R$ 1 trilhão, abrange desde a exploração de petróleo até concessões rodoviárias. No entanto, o governo se mostra mais preocupado com os R$ 16,7 bilhões já liberados para obras que ainda não foram iniciadas devido à falta de comprovação de execução. Dados recentes indicam que, dos R$ 111 bilhões reservados para o programa entre 2023 e 2025, R$ 94,3 bilhões já foram pagos, mas o restante gera apreensão.

Desafios na Execução

A Casa Civil, responsável pela coordenação do PAC, tem tentado acelerar os empenhos para garantir previsibilidade financeira às construtoras. Contudo, a maioria dos projetos ainda enfrenta entraves, como a falta de consultorias nas prefeituras e a estratégia política de prefeitos que preferem inaugurar obras próximo ao período eleitoral. Gesner Oliveira, da FGV, destaca que é crucial oferecer apoio técnico e estabelecer critérios claros para a execução.

Embora a Casa Civil afirme que não há um clima de alerta sobre o ritmo das obras, técnicos reconhecem as dificuldades. O pagamento das obras depende de medições e vistorias, e a pressão sobre os prazos já foi intensificada. O ministro Rui Costa revisou os cronogramas duas vezes desde o início do PAC, buscando acelerar a execução.

Situação do MEC e da Saúde

No MEC, a situação é alarmante: das 1.884 obras previstas, apenas 76 estão em execução. Para o setor de saúde, a realidade é mais favorável, com 73% das 1.910 obras já em andamento. O PAC já empenhou R$ 10,2 bilhões para saúde, com R$ 5,9 bilhões pagos. O ministério disponibiliza recursos e suporte técnico para facilitar a execução das obras.

Lula tem cobrado resultados de seus ministros, especialmente nas áreas de saúde e educação, que são cruciais para a população. O presidente enfatiza que o tempo é curto e que é necessário acelerar os investimentos para evitar que seu governo seja visto como um “cemitério de obras paradas”.

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