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Reino Unido e UE superam desavenças do Brexit em encontro discreto

Reino Unido e União Europeia assinam tratados históricos que reforçam defesa e segurança em meio a tensões geopolíticas crescentes

Keir Starmer e Emmanuel Macron, no dia 10 de julho em Londres. (Foto: LUDOVIC MARIN via REUTERS)
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  • O governo trabalhista de Keir Starmer firmou tratados bilaterais com a União Europeia, França e Alemanha, visando um “reinício” nas relações.
  • Os acordos abrangem defesa, imigração e cooperação, refletindo uma nova estratégia de segurança.
  • Um tratado com a União Europeia inclui defesa, pesca, controles aduaneiros e mobilidade juvenil.
  • O pacto com a França coordena dissuasão nuclear e combate à imigração irregular, enquanto o acordo com a Alemanha estabelece defesa mútua.
  • A aproximação entre Londres e Bruxelas é impulsionada pela guerra na Ucrânia e pela ameaça da Rússia.

O Reino Unido e a União Europeia estão em um novo momento de suas relações, após um período de tensões pós-Brexit. O governo trabalhista de Keir Starmer, que assumiu há pouco mais de um ano, anunciou uma série de tratados bilaterais com a UE, França e Alemanha, marcando um “reinício” nas interações, focando em defesa, imigração e cooperação.

Nos últimos dois meses, Londres firmou um tratado com a UE que abrange defesa, pesca, controles aduaneiros e mobilidade juvenil. Além disso, um acordo com a França foi estabelecido para coordenar a dissuasão nuclear e combater a imigração irregular. Com a Alemanha, um pacto de defesa mútua foi assinado, reforçando a segurança na Europa, especialmente em um contexto de incertezas geopolíticas.

Novas Alianças

A guerra na Ucrânia e a crescente ameaça de Vladimir Putin têm impulsionado a aproximação entre Londres e Bruxelas. Vera Spyrakou, pesquisadora da London School of Economics, destaca que “não há espaço para nostalgia, mas sim para um reinício construtivo”. O governo trabalhista já havia prometido reparar os danos do Brexit, mas sem considerar a reincorporação à UE ou a liberdade de movimento no espaço Schengen.

Starmer priorizou a política de defesa, reconhecendo que o Reino Unido, junto à França e Alemanha, é uma potência central na OTAN. A mudança na postura dos EUA em relação à segurança europeia também contribuiu para essa nova estratégia. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que “uma relação forte entre a UE e o Reino Unido é importante” para enfrentar as ameaças atuais.

Acordos Históricos

Os tratados recentes simbolizam uma mudança significativa nas relações. O acordo nuclear entre Reino Unido e França, conhecido como Declaração de Northwood, marca um passo histórico na coordenação de capacidades armamentísticas. Além disso, um projeto piloto para a devolução de imigrantes irregulares foi acordado, mostrando um avanço na colaboração entre os países.

O Tratado de Kensington com a Alemanha estabelece um compromisso de defesa mútua em caso de ataque armado. Esse movimento é visto como um reforço necessário em tempos de incerteza. A nova postura do Reino Unido e da UE reflete uma intenção de “abandonar a nostalgia” e buscar um futuro de cooperação mais estreita.

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