- O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a mulheres vítimas de violência foi suspenso.
- O ministro Nunes Marques pediu vista e interrompeu a análise no último dia previsto para o caso.
- Sete ministros já haviam votado a favor do pagamento do benefício, que reconhece a competência da Justiça estadual para determinar o afastamento remunerado dessas mulheres.
- O relator, Flávio Dino, defendeu que a proteção das mulheres em situação de violência deve ser garantida, mesmo que isso envolva obrigações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do empregador.
- O julgamento será retomado em breve, dada a importância do tema para a proteção dos direitos das mulheres no Brasil.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a mulheres vítimas de violência foi suspenso pelo ministro Nunes Marques. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, último dia previsto para a análise do caso, que já contava com maioria favorável ao pagamento do benefício.
A discussão gira em torno da possibilidade de o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cobrir o salário de mulheres que precisam se afastar do trabalho devido a medidas protetivas da Lei Maria da Penha. Sete ministros já haviam votado a favor da proposta do relator, Flávio Dino, que reconhece a competência da Justiça estadual para determinar o afastamento remunerado dessas vítimas.
O relator argumentou que a proteção das mulheres em situação de violência deve ser garantida, mesmo que isso envolva obrigações do INSS e do empregador. O julgamento foi interrompido antes que os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes pudessem se manifestar. A questão é crucial, pois envolve a segurança e a dignidade econômica de mulheres em vulnerabilidade.
Além de Dino, já haviam votado os ministros André Mendonça, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Dias Toffoli. A expectativa é que o julgamento seja retomado em breve, dada a relevância do tema para a proteção dos direitos das mulheres no Brasil.
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