- Em 2025, “A Personalidade Autoritária” completa 75 anos e continua relevante.
- A obra, publicada em 1950 por Theodor Adorno e colaboradores, analisa a ascensão da extrema direita e novas formas de intolerância.
- Os autores focaram nas atitudes individuais que contribuem para o autoritarismo em democracias, identificando sintomas como conformismo e intolerância à ambiguidade.
- A pesquisa introduziu a Escala F, um questionário que mede a predisposição ao autoritarismo, mostrando que esse fenômeno pode surgir em qualquer sociedade.
- O livro alerta que democracias precisam se proteger de impulsos autoritários internos, além de ameaças externas.
75 Anos de “A Personalidade Autoritária”
Em 2025, “A Personalidade Autoritária” completa 75 anos, mantendo sua relevância ao abordar a ascensão da extrema direita e novas formas de intolerância. A obra, publicada em 1950 por Theodor Adorno e colaboradores, foi pioneira ao integrar psicanálise, psicologia e sociologia para investigar a predisposição ao autoritarismo em sociedades democráticas.
Os autores mudaram o foco da análise, que antes se concentrava em ideologias fascistas, para as atitudes individuais que moldam a percepção social. Eles identificaram sintomas psicológicos e sociais como conformismo, submissão à autoridade e intolerância à ambiguidade, que podem estar latentes e se manifestar em condições sociais propícias.
Inovações na Pesquisa
Outra inovação foi a concepção do fascismo como uma expressão de traços presentes em democracias, não apenas como uma anomalia histórica. A pesquisa revelou que características como etnocentrismo e agressividade moralizada podem surgir em indivíduos sem engajamento político explícito. Isso sugere que o autoritarismo pode emergir em qualquer sociedade.
Os autores desenvolveram a Escala F, um questionário que mede a suscetibilidade ao autoritarismo. Essa ferramenta demonstrou que atitudes autoritárias estão interligadas, formando um padrão de personalidade que pode ser ativado em contextos políticos favoráveis. A escolha do nome da obra ampliou o escopo da pesquisa, alertando sobre a possibilidade de regimes autoritários em qualquer lugar.
Relevância Atual
Setenta e cinco anos após sua publicação, o alerta dos autores continua pertinente. Democracias ao redor do mundo enfrentam a ascensão de novas formas de autoritarismo, incluindo o autoritarismo progressista. O livro de 1950 enfatiza que as democracias devem se proteger não apenas de ameaças externas, mas também dos impulsos autoritários que podem surgir internamente.
A obra permanece um importante recurso para entender que o autoritarismo não é um fenômeno isolado, mas um risco constante que deve ser monitorado e combatido.
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