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Esquerda é excluída do Congresso na Bolívia enquanto país se prepara para segundo turno

Bolívia enfrenta nova era política sem o Movimento ao Socialismo, enquanto PDC e Aliança Livre se preparam para o segundo turno presidencial.

Rodrigo Paz acena após acompanhar sua filha Catalina para votar nas eleições presidenciais em La Paz, Bolívia, domingo, 17 de agosto de 2025. (Foto: AP/Freddy Barragan)
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  • O Movimento ao Socialismo (MAS) não obteve representação no Senado e na Câmara dos Deputados após as eleições de 17 de setembro.
  • O Partido Democrata Cristão (PDC) conquistou 15 cadeiras no Senado, enquanto a Aliança Liberdade e Democracia (Libre) obteve 12.
  • Na Câmara dos Deputados, o PDC ganhou 51 cadeiras e a Aliança Livre, 43.
  • Nenhum partido alcançou a maioria absoluta de 66 cadeiras, o que exigirá negociações para a governabilidade.
  • O segundo turno das eleições presidenciais ocorrerá em 19 de outubro, com Rodrigo Paz e Jorge Quiroga como candidatos.

O cenário político da Bolívia passou por uma transformação significativa após as eleições gerais de 17 de setembro. O Movimento ao Socialismo (MAS), que governou o país por 20 anos, ficou sem representação no Senado e na Câmara dos Deputados, marcando uma ruptura histórica.

O Partido Democrata Cristão (PDC), liderado por Rodrigo Paz, emergiu como a principal força no Senado, conquistando 15 cadeiras, enquanto a Aliança Liberdade e Democracia (Libre), de Jorge Quiroga, obteve 12. A aliança Unidade, sob Samuel Doria Medina, garantiu oito senadores. O MAS, junto a outras forças, não conseguiu representação, sinalizando uma nova era na política boliviana.

Nova Configuração Legislativa

Na Câmara dos Deputados, a situação é igualmente impactante. O PDC conquistou 51 cadeiras e a Aliança Livre, 43, enquanto o MAS ficou sem representantes. Nenhum partido alcançou a maioria absoluta de 66 cadeiras, o que torna a governabilidade dependente de acordos entre as novas forças políticas. O PDC, agora em posição de destaque, terá que negociar com outros partidos para aprovar legislações.

A ausência do MAS, que durante anos foi o protagonista da política boliviana, sinaliza uma fragmentação no cenário político. O novo equilíbrio de poder exigirá que os partidos formem coalizões para garantir a governabilidade e a aprovação de leis.

Próximos Passos

A Bolívia se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 19 de outubro, onde Rodrigo Paz e Jorge Quiroga disputarão a presidência. O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) deve oficializar a convocatória em breve, iniciando o processo eleitoral. A nova configuração política, sem a presença do MAS, promete um período de incertezas e desafios na busca por consenso e estabilidade governamental.

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