- A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) em 19 de agosto de 2025.
- A proposta, enviada pelo governador Ibaneis Rocha, recebeu 15 votos a 7 no primeiro turno e 14 a 7 no segundo.
- A compra, estimada em R$ 2 bilhões, permitirá ao BRB adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master.
- A operação enfrenta críticas sobre transparência e viabilidade financeira, especialmente após o aumento dos ativos problemáticos do Banco Master, que subiram de R$ 23 bilhões para R$ 50 bilhões.
- A transação aguarda a análise do Banco Central e a sanção do governador, enquanto especialistas alertam sobre os riscos do modelo de negócios do Banco Master.
BRASÍLIA — A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na noite de terça-feira (19), a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A proposta, enviada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), recebeu 15 votos a 7 no primeiro turno e 14 a 7 no segundo. A compra, estimada em R$ 2 bilhões, permite ao BRB adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master.
A operação, no entanto, enfrenta críticas sobre sua transparência e viabilidade financeira. O Tribunal de Justiça do DF havia barrado a negociação anteriormente, exigindo autorização legislativa. A Consultoria Legislativa da Câmara considerou a proposta inadequada, apontando a falta de informações sobre a viabilidade do negócio, especialmente após o aumento dos ativos problemáticos do Master, que saltaram de R$ 23 bilhões para R$ 50 bilhões.
Durante a votação, deputados da oposição expressaram preocupações sobre a rapidez da tramitação e a falta de dados detalhados. O deputado Fábio Felix (PSOL) classificou a proposta como “escandalosa”, questionando a credibilidade do Banco Master. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, defendeu a aquisição, afirmando que trará sinergias entre as instituições e diversificará a oferta de produtos financeiros.
Críticas e Desdobramentos
A operação está sob análise do Banco Central, que precisa autorizar a compra. Especialistas alertam que o modelo de negócios do Master, baseado na emissão de CDBs com altas taxas, pode representar riscos. O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, está vendendo ativos para cobrir dívidas, incluindo a seguradora Kovr.
A aprovação na Câmara é vista como um passo importante na estratégia de expansão do BRB, que já multiplicou sua base de clientes desde 2018. Contudo, a resistência de parlamentares e a pressão do mercado financeiro indicam que a transação ainda pode enfrentar obstáculos. A proposta agora aguarda a sanção do governador, enquanto o Banco Central realiza uma análise criteriosa da operação.
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