- A Polícia Federal revelou que o general Walter Braga Netto enviou uma mensagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, desrespeitando uma ordem do Supremo Tribunal Federal que proibia qualquer contato entre os investigados.
- A comunicação ocorreu em fevereiro de 2024, menos de 24 horas após a imposição das restrições, logo após a operação Tempus Veritatis.
- Braga Netto utilizou um celular pré-pago para informar que estava disponível para “qualquer emergência”.
- A mensagem foi registrada pela Polícia Federal, que destacou a ação como um “total desprezo” pelas decisões da Suprema Corte.
- Tanto Bolsonaro quanto seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, foram indiciados por coação no curso do processo, e as investigações continuam.
Em um novo desdobramento da investigação sobre tentativas de golpe de Estado, a Polícia Federal (PF) revelou que o general Walter Braga Netto enviou uma mensagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, desrespeitando uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibia qualquer contato entre os investigados. O fato ocorreu em fevereiro de 2024, logo após a operação Tempus Veritatis, que mirou ambos os envolvidos.
No relatório enviado ao STF, a PF destacou que a mensagem foi enviada menos de 24 horas após a imposição das restrições. Braga Netto utilizou um celular pré-pago para se comunicar com Bolsonaro, informando que estava disponível para “qualquer emergência”. A PF classificou essa ação como uma demonstração de “total desprezo” pelas decisões da Suprema Corte, o que agrava a situação dos investigados.
Detalhes da Comunicação
A mensagem, que foi registrada pela PF, indicava que o general não tinha acesso a aplicativos como WhatsApp ou FaceTime. A PF também descobriu que o novo número de celular de Braga Netto estava vinculado a uma chave Pix registrada em março de 2024, após a apreensão de seu celular durante a operação. Essa mudança de número levanta suspeitas sobre tentativas de ocultação de comunicações.
Além disso, o relatório menciona que tanto Bolsonaro quanto seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, foram indiciados por coação no curso do processo. As investigações continuam, com a Procuradoria-Geral da República prestes a se manifestar sobre as conclusões da apuração, que segue sendo acompanhada de perto pela opinião pública e pela Justiça.
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