- Um avião da Força Aérea dos EUA, um Boeing 757 C-32B, pousou no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na noite de 19 de setembro.
- O pouso gerou questionamentos sobre a missão da aeronave e a identidade dos passageiros.
- Os deputados Talíria Petrone (Psol-RJ) e Túlio Gadêlha (Rede-PE) solicitaram esclarecimentos sobre o objetivo da missão e a quantidade de ocupantes.
- A aeronave, que transportava funcionários do consulado dos EUA em São Paulo, decolou para São Paulo após desembarcar os passageiros.
- Os parlamentares pedem acesso a relatórios de inspeções realizadas por órgãos brasileiros durante o pouso, destacando a importância da soberania nacional.
Um avião da Força Aérea dos EUA, um Boeing 757 C-32B, pousou no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na noite de terça-feira, 19 de setembro. O evento gerou questionamentos sobre a missão da aeronave e a identidade dos passageiros, levando deputados a solicitar informações aos ministérios competentes.
Os deputados Talíria Petrone (Psol-RJ) e Túlio Gadêlha (Rede-PE) protocolaram um requerimento pedindo esclarecimentos sobre o objetivo da missão e a quantidade de ocupantes do voo. Eles questionam se houve notificação prévia ao governo brasileiro sobre a chegada do avião e quais vistos foram concedidos, considerando a natureza sigilosa da operação.
O Boeing 757, conhecido como “Gatekeeper”, é frequentemente utilizado para transportar militares de elite e agentes de inteligência. Apesar de seu histórico militar, apurações indicam que a aeronave estava transportando funcionários do consulado dos EUA em São Paulo. Os parlamentares também pedem acesso a relatórios de inspeções realizadas pela Receita Federal, Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o pouso.
Missão e Trajetória
A missão do avião partiu de Nova Jersey em 18 de agosto, fazendo escalas em Tampa e San Juan antes de chegar a Porto Alegre às 17h13. Após desembarcar os funcionários, a aeronave decolou para São Paulo às 19h52. O modelo C-32B, modificado para operações especiais, possui sistemas avançados de comunicação e capacidade de reabastecimento em voo, garantindo mobilidade em missões críticas.
Os deputados enfatizam a importância de monitorar as atividades da aeronave, citando o princípio da soberania nacional. Eles questionam quais medidas foram adotadas pelo Ministério das Relações Exteriores para garantir que não houve violação da legislação brasileira. Até o momento, não houve confirmação oficial das autoridades sobre a razão da presença da aeronave no Brasil.
A situação levanta discussões sobre a transparência das operações militares americanas no Brasil e a necessidade de esclarecimentos sobre a presença de aeronaves estrangeiras em território nacional. A falta de informações claras sobre a missão e os passageiros intensifica as preocupações entre os parlamentares e a população.
Entre na conversa da comunidade