- A pesquisa Genial/Quaest mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta desaprovação em seis dos oito estados analisados.
- A aprovação nacional do presidente é de 46%, com aumento no Nordeste e leve recuperação em São Paulo.
- Em São Paulo, 65% desaprovam a gestão, enquanto em Minas Gerais a desaprovação é de 59% e no Rio de Janeiro, 62%.
- A Bahia e Pernambuco apresentam cenários favoráveis, com 60% e 62% de aprovação, respectivamente.
- A pesquisa entrevistou 12 mil pessoas e a desaprovação nacional de Lula é de 51%, uma leve queda em relação a julho.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desaprovação em seis dos oito estados analisados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 20. A aprovação nacional do presidente é de 46%, com destaque para o crescimento no Nordeste e uma leve recuperação em São Paulo.
Nos estados onde a desaprovação é predominante, os números são expressivos. Em São Paulo, 65% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto apenas 34% a aprovam. Em Minas Gerais, a desaprovação chega a 59%, com 40% de aprovação. No Rio de Janeiro, 62% desaprovam e 37% aprovam. Situação semelhante ocorre no Paraná (64% de desaprovação) e no Rio Grande do Sul (62% de desaprovação). Em Goiás, a rejeição é ainda maior, com 66% desaprovando e 33% aprovando.
Cenário no Nordeste
Por outro lado, a situação é mais favorável na Bahia e em Pernambuco, onde a aprovação supera a desaprovação. Na Bahia, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 39% desaprovam. Em Pernambuco, 62% aprovam e 37% desaprovam. Esses dois estados, juntamente com os outros seis analisados, representam 66% do eleitorado brasileiro.
A pesquisa entrevistou 12 mil pessoas em todo o país, com uma margem de erro de dois a três pontos percentuais. No contexto nacional, a desaprovação de Lula é de 51%, uma leve queda em relação a julho, quando era de 53%. A aprovação, por sua vez, subiu de 43% para 46%.
Fatores de Influência
O crescimento na aprovação é atribuído a fatores como a Bolsa Família e o aumento da aprovação entre os idosos. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que a recuperação em São Paulo é crucial para os planos eleitorais do presidente. Apesar das dificuldades, a leve melhora na imagem do governo pode impactar o cenário político futuro.
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