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Mãe clama por justiça após morte brutal da filha nas mãos de traficantes no Rio

Familiares de Sther Barroso clamam por justiça após assassinato brutal, enquanto a comunidade se une contra a violência do tráfico no Rio de Janeiro

Sther Barroso dos Santos foi espancada até a morte após recusar ficar com traficante em baile funk (Foto: Arquivo pessoal)
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  • Sther Barroso dos Santos foi assassinada após recusar um convite de um traficante durante um baile funk na comunidade da Coreia, no Rio de Janeiro.
  • O crime foi supostamente ordenado por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, chefe do tráfico na região.
  • O corpo de Sther foi encontrado desfigurado e a família gastou R$ 2 mil em reconstrução facial para o velório.
  • A mãe e a irmã de Sther clamam por justiça, destacando a brutalidade do crime e a perda dos sonhos da jovem.
  • A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso, enquanto a comunidade se mobiliza contra a violência do tráfico.

Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, foi brutalmente assassinada após recusar um convite de um traficante durante um baile funk na comunidade da Coreia, no Rio de Janeiro. O crime, ocorrido na madrugada de domingo, foi supostamente ordenado por Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, chefe do tráfico na região.

O corpo de Sther foi encontrado desfigurado e entregue à família, que gastou cerca de R$ 2 mil em uma reconstrução facial para o velório. A mãe, Carina Couto, expressou sua dor nas redes sociais, clamando por justiça e lamentando a perda da filha. “Tiraram você de mim, minha filha, minha princesinha”, escreveu.

Mobilização da Comunidade

Durante o velório, realizado no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, amigos e familiares usaram camisetas com o rosto da jovem em homenagem. A irmã de Sther, Stefany, denunciou a brutalidade do crime e pediu que a comunidade não abandonasse a busca por justiça. “Ela tinha tantos sonhos… Isso foi arrancado dela de uma maneira cruel”, afirmou.

Sther estava em uma fase de conquistas pessoais, sonhando em tirar a carteira de habilitação e se mudar para um novo apartamento. O crime, que também envolveu agressões e suposto estupro, destaca a crescente violência contra mulheres no estado, onde apenas no primeiro semestre de 2023, 49 feminicídios foram registrados.

Investigação em Andamento

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso, que revela a brutalidade do tráfico de drogas na região. Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, possui 12 mandados de prisão em aberto e é conhecido por sua violência. A família de Sther enfrenta ameaças, aumentando a tensão na comunidade.

O assassinato de Sther Barroso dos Santos é um triste reflexo da realidade enfrentada por muitas mulheres nas comunidades dominadas pelo tráfico, onde a violência e a impunidade são alarmantes. A mobilização por justiça continua, com a esperança de que o crime não fique impune.

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