- A desaprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 51% e a aprovação subiu para 46%, segundo pesquisa da Quaest divulgada em 20 de agosto.
- A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de agosto com 12.150 entrevistados.
- A aprovação no Nordeste aumentou de 53% para 60%, enquanto a desaprovação caiu de 44% para 37%.
- Entre beneficiários do Bolsa Família, a aprovação passou de 50% para 60%.
- A queda na inflação dos alimentos e a percepção de melhora na gestão de Lula em relação a questões econômicas contribuíram para essa mudança na avaliação.
A desaprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 51%, enquanto a aprovação subiu para 46%, conforme pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira, 20. Essa é a menor diferença entre os índices desde janeiro, quando houve empate técnico.
A pesquisa, realizada entre 13 e 17 de agosto com 12.150 entrevistados, mostra que a melhora na aprovação é mais acentuada no Nordeste, onde a aprovação saltou de 53% para 60% e a desaprovação caiu de 44% para 37%. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação também aumentou, passando de 50% para 60%.
Fatores de Influência
A queda na inflação dos alimentos é um dos principais fatores que contribuíram para essa recuperação. A percepção de que os preços dos alimentos aumentaram caiu de 76% para 60%, aliviando a pressão sobre o custo de vida. Além disso, a percepção de que o poder de compra diminuiu também recuou, de 80% para 70%.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, destacou que a postura de Lula em relação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos teve impacto positivo na avaliação do governo. Quarenta e oito por cento dos entrevistados acreditam que a gestão de Lula está lidando melhor com essa situação em comparação com a administração anterior.
Análise Regional
No Centro-Oeste e Norte, a aprovação subiu de 40% para 44%, enquanto a desaprovação caiu de 55% para 53%. No Sudeste, a desaprovação ainda é maior, com 55% desaprovando e 42% aprovando. O Sul mantém a maior desaprovação, com 61%.
A pesquisa também revelou que a aprovação entre mulheres subiu para 48%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, a aprovação aumentou de 48% para 55%. Esses dados refletem uma leve recuperação na popularidade do presidente, que ainda enfrenta desafios significativos.
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