- Uma análise do UCLA Williams Institute revela que mais de 2,8 milhões de pessoas se identificam como trans nos Estados Unidos, incluindo 724 mil jovens.
- O estudo, o maior do tipo, destaca a necessidade de dados que estão sendo eliminados por políticas governamentais atuais.
- Cerca de 1% da população dos EUA com 13 anos ou mais se identifica como trans, com taxas mais altas entre jovens de 13 a 17 anos (3,3%) e jovens adultos de 18 a 24 anos (2,72%).
- A distribuição da população trans é consistente em várias regiões, com Minnesota apresentando a maior taxa de adultos trans (1,2%) e o Havai a maior taxa de jovens trans (3,6%).
- Especialistas alertam que a falta de dados pode impactar negativamente a visibilidade e os direitos da comunidade LGBTQ+.
Mais de 2,8 milhões de pessoas se identificam como trans nos EUA, incluindo 724 mil jovens, segundo uma nova análise do UCLA Williams Institute. Este estudo, o maior do tipo até agora, revela a necessidade urgente de dados que estão sendo eliminados por políticas governamentais atuais.
A pesquisa, divulgada na quarta-feira, utiliza dados de pesquisas federais e registros de agências de saúde estaduais para mapear a população trans em todos os estados e no Distrito de Columbia. Os resultados desafiam as tentativas da administração Trump de negar a existência de jovens trans, que incluem a remoção de referências a identidades de gênero em agências federais.
Cerca de 1% da população dos EUA com 13 anos ou mais se identifica como trans, sendo 0,8% entre adultos e 3,3% entre jovens de 13 a 17 anos. A análise também destaca que os jovens adultos de 18 a 24 anos têm uma taxa significativamente maior de identificação como trans (2,72%) em comparação com pessoas de 35 a 64 anos (0,42%).
A distribuição da população trans é consistente em várias regiões, com 0,9% de adultos identificando-se como trans no oeste, meio-oeste e nordeste, e 0,7% no sul. Minnesota apresenta a maior taxa de adultos trans (1,2%), enquanto o Havai tem a maior taxa de jovens trans (3,6%).
Os pesquisadores alertam que a eliminação de dados sobre identidade de gênero pode resultar na perda de informações cruciais sobre a população trans nos próximos anos. A administração Trump já começou a remover questões sobre identidade de gênero de pesquisas importantes, o que pode dificultar a coleta de dados futuros.
A falta de dados pode impactar negativamente a visibilidade e os direitos da comunidade LGBTQ+, segundo especialistas. A pesquisa do Williams Institute é considerada uma das melhores fontes de dados disponíveis e tem sido citada em decisões judiciais e debates sobre políticas de saúde e direitos civis.
Os autores do estudo enfatizam que a população trans é significativa e diversificada, com preocupações e barreiras únicas que precisam ser reconhecidas pelos legisladores. A crescente aceitação entre os jovens pode ser um fator que contribui para o aumento na identificação como trans, refletindo mudanças culturais e sociais em relação à diversidade de gênero.
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