- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impôs medidas cautelares contra o pastor Silas Malafaia.
- As medidas incluem a entrega de passaportes e a proibição de contato com Jair e Eduardo Bolsonaro.
- A decisão foi baseada em evidências de que Malafaia atuou para obstruir a Justiça e coagir ministros do STF.
- A Procuradoria-Geral da República identificou Malafaia como “orientador e auxiliar” em tentativas de coação e solicitou busca e apreensão de documentos e dados bancários.
- Malafaia também foi vinculado a milícias digitais que influenciaram as falas de Bolsonaro, levantando preocupações sobre a interferência religiosa na política.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira a adoção de medidas cautelares contra o pastor Silas Malafaia. A decisão foi tomada após a identificação de sua atuação coordenada com Jair e Eduardo Bolsonaro para obstruir a Justiça e coagir ministros da Corte. Moraes classificou as ações de Malafaia como atos executórios de crimes de coação e obstrução de investigação.
As investigações revelaram que Malafaia participou da produção de vídeos e mensagens que associavam a suspensão de tarifas dos Estados Unidos ao Brasil a uma “anistia ampla e total” para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A medida foi imposta após o pastor desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, vindo de Lisboa. Entre as restrições, estão a entrega imediata de passaportes e a proibição de contato com Jair e Eduardo Bolsonaro.
Ações da PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também apontou Malafaia como “orientador e auxiliar” nas tentativas de coação a ministros do STF. A PGR destacou que o pastor estava envolvido em uma campanha para interferir nas ações penais contra Jair Bolsonaro. Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que Malafaia sugeriu vincular a suspensão de tarifas à aprovação da anistia.
Além disso, a PGR solicitou a busca e apreensão de documentos e dados bancários do pastor, alegando que a gravidade das condutas supera o direito à privacidade. Moraes acatou os argumentos e autorizou as medidas, evidenciando a crescente tensão entre figuras religiosas e o sistema judiciário no Brasil.
Papel nas Milícias Digitais
As investigações também revelaram que Malafaia teve um papel ativo em milícias digitais, influenciando diretamente as falas de Bolsonaro. Ele revisou textos e sugeriu gravações antes da publicação, levantando questões sobre a interferência de líderes religiosos na política. A operação contra Malafaia é um desdobramento das investigações sobre a tentativa de golpe e a articulação de grupos que buscam desestabilizar as instituições democráticas.
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