- O Ministério Público de São Paulo (MPSP) oficiou o prefeito Ricardo Nunes para esclarecer a ordem que levou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) a agir com violência contra artistas do Teatro de Contêiner Mungunzá.
- A ação ocorreu na terça-feira, 19, quando a GCM utilizou gás de pimenta e força para retirar artistas de um prédio anexo ao teatro.
- O promotor de Justiça Paulo Destro questionou quem autorizou a intervenção e se havia um mandado judicial para a remoção.
- A prefeitura não confirmou a existência de um mandado, mas informou que o prazo para a desocupação do imóvel se encerraria em 21 de agosto.
- O MPSP instaurou um inquérito civil para investigar a situação e agendou uma reunião com representantes da prefeitura para 8 de setembro.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) oficiou o prefeito Ricardo Nunes nesta quarta-feira, 20, para esclarecer a ordem que levou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) a agir com violência contra artistas do Teatro de Contêiner Mungunzá. A ação ocorreu na terça-feira, 19, quando agentes da GCM utilizaram gás de pimenta e força para retirar artistas de um prédio anexo ao teatro, onde estavam armazenados equipamentos e pertences.
O promotor de Justiça Paulo Destro solicitou informações sobre quem autorizou a intervenção, que incluiu agressões e ameaças com armas letais. O MP também questionou se havia um mandado judicial ou ordem administrativa para a remoção coercitiva, destacando a necessidade de apurar um possível ato de improbidade administrativa por parte do prefeito e de secretários municipais.
Contexto da Ação
O Teatro de Contêiner, gerido pela Cia. Mungunzá de Teatro desde 2016, ocupa um espaço municipal em Santa Ifigênia, que a prefeitura planeja revitalizar. A administração municipal alega que a área está inserida em um projeto de revitalização, que inclui a construção de habitações e áreas de lazer. No entanto, o grupo teatral busca que o espaço seja destinado à Secretaria de Cultura e regularizado.
A prefeitura não respondeu se havia um mandado judicial para a desocupação, mas informou que o prazo para a saída do imóvel se encerraria nesta quinta-feira, 21. A GCM justificou a operação alegando que o prédio ao lado do teatro estava interditado e havia sido invadido, necessitando de intervenção para garantir a segurança.
Desdobramentos
O MP instaurou um inquérito civil para investigar a situação e agendou uma reunião com representantes da prefeitura para o dia 8 de setembro. A pressão sobre a administração municipal aumenta à medida que os questionamentos sobre a legalidade da ação da GCM se intensificam, refletindo a tensão entre a cultura e os planos de revitalização urbana na capital paulista.
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