- Um avião da Força Aérea dos Estados Unidos aterrissou em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na terça-feira, dezenove de agosto.
- A chegada do Boeing 757-200, conhecido como “Gatekeeper”, surpreendeu as autoridades locais, pois não houve aviso prévio à Polícia Federal e à Receita Federal.
- A Embaixada americana informou que a aeronave transportou funcionários consulares que atuarão na cidade.
- A Polícia Federal confirmou que o voo tinha um plano de voo que incluía uma parada em Guarulhos, em São Paulo.
- O episódio ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, com especulações sobre a missão do avião.
Um avião da Força Aérea dos Estados Unidos aterrissou em Porto Alegre (RS) na última terça-feira (19), gerando surpresa nas autoridades locais. O Boeing 757-200, conhecido como “Gatekeeper”, chegou sem aviso prévio à Polícia Federal (PF) e à Receita Federal, o que levantou especulações sobre sua missão.
A aeronave, que não possui identificação visível na fuselagem, transportou funcionários consulares que atuarão na cidade, conforme informou a Embaixada americana. Policiais federais e fiscais foram pegos de surpresa com o desembarque, acionando a Superintendência da PF no Rio Grande do Sul para obter orientações sobre o procedimento a ser seguido.
Após a verificação da situação migratória dos passageiros, a PF confirmou que o voo pertencia à Força Aérea dos EUA e tinha um plano de voo que incluía também uma parada em Guarulhos (SP). O Boeing, que partiu de uma base militar em Nova Jersey, fez escalas em Tampa e San Juan antes de chegar ao Brasil.
Tensão Diplomática
A chegada do “Gatekeeper” ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, exacerbadas por tarifas sobre produtos brasileiros e investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A falta de identificação externa da aeronave alimentou teorias conspiratórias, especialmente considerando seu histórico de uso em operações especiais e transporte de diplomatas e agentes de inteligência.
O governo brasileiro, sob a administração de Luiz Inácio Lula da Silva, orientou cautela para evitar alimentar especulações sobre o episódio. A presença do avião no país, que já foi associado a atividades sigilosas, continua a gerar curiosidade e discussões nas redes sociais.
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