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Hugo Motta afirma que não cede a pressões ao comentar sobre Eduardo Bolsonaro

Hugo Motta denuncia Eduardo Bolsonaro por obstrução de justiça e reafirma que não se deixará intimidar por ameaças externas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante entrevista à imprensa (Foto: Lula Marques - 11.ago.25/Agência Brasil/Fotográfo/Agência Brasil)
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  • Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, respondeu a ameaças do deputado Eduardo Bolsonaro, que promove uma campanha nos Estados Unidos para punir autoridades brasileiras.
  • Motta afirmou que não se deixa intimidar e que suas ações não são influenciadas por pressões externas.
  • Ele protocolou denúncias contra Eduardo no Conselho de Ética, alegando que o deputado age contra os interesses do Brasil.
  • A Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por obstrução de justiça, com indícios de coação e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito.
  • Eduardo se licenciou do mandato para viajar aos EUA e enfrenta críticas por suas ausências nas sessões da Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, respondeu a ameaças do deputado Eduardo Bolsonaro, que está promovendo uma campanha nos Estados Unidos para punir autoridades brasileiras. Motta afirmou que não se deixa intimidar e que suas ações não são influenciadas por pressões externas. “Não levo muito em consideração essas ameaças, porque, primeiro, não funciono sob ameaça”, declarou.

Recentemente, Motta protocolou denúncias contra Eduardo no Conselho de Ética, alegando que o deputado utiliza seu mandato para agir contra os interesses do Brasil. As representações foram apresentadas por partidos como PT e PSOL. Motta enfatizou que Eduardo será tratado como qualquer outro parlamentar, sem privilégios ou perseguições. “Temos que saber separar as coisas”, disse.

Na quarta-feira (20), a Polícia Federal indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro por obstrução de justiça, com indícios de coação e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. O relatório da investigação, entregue ao tribunal, revelou que ambos podem ter cometido crimes durante o processo.

Eduardo, que se licenciou do mandato para viajar aos EUA, enfrenta críticas por suas ausências nas sessões da Câmara. A Constituição prevê a perda do mandato após faltas não justificadas, mas ele não corre risco de punição até março de 2026. Motta, em entrevistas, reiterou sua desaprovação à conduta de Eduardo, afirmando que não pode concordar com um parlamentar que atua fora do país em detrimento da economia nacional.

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