- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, exigiu informações do Exército sobre o tenente-coronel Rafael Martins, suspeito de envolvimento em uma trama golpista.
- Moraes estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Exército fornecesse a ficha de movimentação do militar, abrangendo o período de janeiro de 2021 a janeiro de 2023.
- Martins é considerado um dos operadores da tentativa de golpe e teria participado de um plano para prender Moraes.
- A investigação da Polícia Federal revelou que Martins adquiriu um telefone registrado em nome de sua esposa, utilizado na operação.
- O Exército não cumpriu a determinação de Moraes, que foi emitida em 7 de agosto, até o prazo final de 19 de setembro.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, intensificou a pressão sobre o Exército ao exigir informações sobre o tenente-coronel Rafael Martins, suspeito de envolvimento em uma suposta trama golpista. Moraes deu um prazo de 48 horas para que a instituição militar fornecesse a ficha de movimentação do militar, que deve incluir dados entre janeiro de 2021 e janeiro de 2023.
A solicitação de Moraes se refere ao núcleo 3 da investigação, que envolve militares das forças especiais, conhecidos como “kids pretos”, e um policial federal. O tenente-coronel Martins, que compareceu ao interrogatório na Corte fardado, foi obrigado a trocar de roupa durante o procedimento. O Exército não cumpriu a determinação do ministro, que foi emitida em 7 de agosto, até a data limite de 19 de setembro.
Detalhes da Investigação
Martins é apontado como um dos operadores da tentativa de golpe e é suspeito de ter participado de um plano para prender o próprio Moraes. A investigação da Polícia Federal revelou que o militar adquiriu um telefone usado na operação, registrado em nome de sua esposa. Além disso, o tenente-coronel Mauro Cid, delator no caso, confirmou ter recebido dinheiro em espécie do general Braga Netto, que foi entregue em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada, com destino a Martins.
A pressão de Moraes sobre o Exército reflete a gravidade das acusações e a necessidade de transparência nas investigações. O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas para as instituições envolvidas e para a estabilidade política do país.
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